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Mundo Turismo na Itália teve redução de 233 milhões de visitantes por causa da pandemia

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Número mais baixo é decorrente da menor quantidade de testes realizados durante a Páscoa. (Foto: Divulgação)

O setor de turismo da Itália, que representa 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, registrou uma perda de 233 milhões de visitantes, o equivalente a uma queda média de 53,4%, com picos em algumas localidades acima de 80%.

“O ano horrível que deixamos para trás produziu devastação e desespero. Nossas empresas e nossos colaboradores sofreram além de qualquer medida”, lamentou o presidente da associação hoteleira Federalberghi, Bernabò Bocca, na 71ª Assembleia da Federalberghi em Roma.

Segundo o executivo, “o turismo é, sem dúvida, o setor econômico que mais sofre com os efeitos da pandemia e, internamente, são os alojamentos turísticos e os spas que estão pagando o preço mais alto”.

“Infelizmente, o novo ano abriu com mais uma deterioração. Nos primeiros quatro meses, o número de turistas em estabelecimentos de alojamento diminuiu 85,6% em relação ao período correspondente de 2019, com uma diminuição de 75,1% para os italianos e 95,9% para os estrangeiros”, explicou.

Bocca pediu mais ajuda direta para superar a crise do coronavírus e algum relaxamento nas proibições para atrair visitantes durante o verão.

“Se não houver mudança de perspectiva no curto prazo, os resultados de 2021 podem ser ainda piores do que os de 2020”, enfatizou o presidente da Federalberghi.

Em seu discurso, Bocca disse ainda que 2,4 bilhões de euros destinados ao turismo e previstos no Plano de Recuperação da Itália “são escassos e insuficientes” e os objetivos não são claros.

Quarentena para o Brasil

A Itália revogará as restrições de quarentena para viajantes que chegam de países europeus e da chamada zona Schengen, assim como do Reino Unido e de Israel, a partir do dia 16 de maio, informou o Ministério da Saúde do país nesta sexta-feira (14).

O ministério acrescentou que as restrições atualmente vigentes para pessoas que viajam do Brasil estão mantidas. As pessoas que entram na Itália vindas dos países que agora foram liberados tinham que observar cinco dias de quarentena e passar por exame obrigatório antes da chegada e ao final do período de isolamento.

Um teste negativo para covid realizado antes da viagem ainda será exigido, disse o ministério em comunicado.

Os jogadores de futebol italianos convocados para a Eurocopa receberam a primeira dose da vacina contra a covid no começo de maio, anunciou a federação italiana de futebol (FIGC).

A autoridade máxima responsável pela crise de saúde no país “autorizou a vacinação prioritária dos jogadores que farão parte da delegação da Seleção Italiana de Futebol que participará do torneio europeu em junho”, divulgou a FIGC.

Metade dos 35 jogadores pré-convocados pelo técnico Roberto Mancini para a concentração na Sardenha a partir de 24 de maio foi vacinada em Milão, o restante em Roma. Eles receberam a vacina desenvolvida pelo laboratório Pfizer em parceria com a BioNTech. Já os membros da comissão técnica serão imunizados em outro momento. Com informações da agência Ansa e do portal G1.

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