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Rio Grande do Sul Terceiro colocado em votação mas escolhido por Bolsonaro, o professor Carlos André Bulhões tomou posse como reitor da Ufrgs

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Escolha desagradou a maioria da comunidade acadêmica. (Foto: Lucas Dalfrancis/UFRGS)

O professor Carlos André Bulhões tomou posse, na manhã desta segunda-feira (21), como reitor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) até 2024. Ele obteve o último lugar na lista tríplice submetida à votação na comunidade acadêmica, em julho, mas foi escolhido para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, a quem cabe tal prerrogativa. A decisão foi alvo de uma série de protestos.

Já o termo de posse da nova vice-reitora, professora Patricia Pranke, tem a sua efetivação agendada para a terça-feira da semana que vem (29), conforme orientação do Ministério da Educação.

Conforme o novo reitor, o início de sua gestão será marcado por muito diálogo e algumas modificações estratégicas na estrutura organizacional. “A soma da expertise do quadro funcional que permanece e dos novos colaboradores da administração central busca seguir a trajetória de excelência desta instituição”, ressaltou ele ao ser oficializado na função.

A agenda de Bulhões para os próximos dias prevê visitas a todas as unidades acadêmicas. O objetivo é “pacificar o ambiente institucional”, onde a sua escolha por Bolsonaro enfrenta resistências por parte de professores, alunos e funcionários, cuja maioria reelegeu o também professor Rui Oppermann para mais quatro anos à frente da Universidade – Karla Müller ficou em segundo lugar.

“Para enfrentarmos as dificuldades que se apresentam no horizonte, precisaremos resgatar, mais do que nunca, o nosso propósito comum de seguir fazendo da UFRGS uma das maiores instituições de ensino superior deste País”, discursou o novo titular.

Protestos

A nomeação de Carlos André Bulhões por Jair Bolsonaro foi confirmada oficialmente na semana passada, por meio de decreto no Diário Oficial da União.

Desde então, o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFRGS já realizou uma série de manifestações contra a decisão. A entidade considera que o fato configura uma intervenção na universidade por parte do governo federal.

(Marcello Campos)

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