Segunda-feira, 05 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 7 de agosto de 2018
Agentes da Guarda Civil de Izco, em Pamplona, encontraram na segunda-feira (6), o corpo do brasileiro Fernando Luiz Righi de Oliveira, de 68 anos. Ele estava desaparecido desde sábado, quando realizava o Caminho de Santiago de Compostela. Membros do Grupo de Guia Canino da Polícia Foral, a Brigada de Proteção Ambiental e a Delegacia de Polícia de Sangüesa participaram da busca do peregrino junto com o Instituto Armado.
Oliveira estava realizando o Caminho de Santiago de Compostela pela terceira vez e nesta última teve um mal súbito. Durante o percurso ele sempre mantinha contato com a família – o último dia foi na sexta-feira (3). Os parentes começaram a se preocupar. Familiares seguiram para a Espanha. Eles decidiram cremar o corpo em Pamplona e trazer as cinzas para Porto Alegre, onde ele morava.
Segundo a Guarda Civil, a causa da morte pode estar relacionada à onda de calor que atinge a Europa. A temperatura atingiu o auge na segunda-feira (6), especialmente no Sul do continente. Na Espanha, ao menos seis pessoas morreram por causa das temperaturas altas. A Agência Estatal de Meteorologia espanhola registrou máximas de 46°C no Oeste do país, próximo à fronteira com Portugal, onde os termômetros também marcaram mais de 40°C.
O calor extremo continuou mesmo durante a noite em algumas regiões espanholas. Em Zorita, sudoeste do país, a temperatura à 0h de segunda-feira era de 35,1°C. As agências de meteorologia esperam que a onda de calor comece a se dissipar nesta semana em Portugal e na Espanha. As temperaturas continuam altas, porém, na região central da Europa. Lá, o pico de calor deve ser atingido ainda nos próximos dias.
Os serviços de emergência de Portugal lutam contra um grande incêndio na região do Algarve, costa sul do país, que já deixou 44 feridos e provocou a saída de moradores de cinco cidades. Segundo o IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), o último sábado foi o dia mais quente dos últimos 18 anos no país. Os termômetros chegaram a marcar 46,8ºC.
Na França, há preocupação porque o país sofreu com altas temperaturas em 2003, quando o tempo extremamente quente matou milhares de pessoas. À agência France Presse, a ministra da Saúde, Agnes Buzyn, disse que as pessoas precisavam tomar os devidos cuidados para lidar com o calor. “Você precisa beber muito líquido, mas também comer e ingerir sal”, disse Buzyn. “Provavelmente vamos adaptar nossas advertências nos próximos anos, porque isso é algo que não estávamos observando até agora”, completou a ministra da Saúde da França.
Várias cidades impuseram restrições de tráfego e reduziram os limites de velocidade para tentar diminuir a poluição por ozônio agravada pelo calor. Paris ofereceu estacionamento gratuito e passagens de metrô e ônibus mais baratas para desestimular o uso de automóveis. A atual onda de calor pode ser uma das três piores já registradas na França, informou o serviço nacional de meteorologia.