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Ciência Um cientista brasileiro ganhou uma “bolsa para gênios” de uma fundação americana

O imunologista Gabriel Victora recebeu bolsa da Fundação MacArthur. (Foto: John D. & Catherine T./MacArthur Foundation)

O cientista brasileiro Gabriel Victora, 40 anos, foi um dos 24 agraciados nesta quarta-feira (11) com uma bolsa da Fundação MacArthur, uma das mais importantes premiações dos EUA, voltada para pessoas “excepcionalmente criativas” das mais diversas áreas do conhecimento e da arte. As informações são do jornal The New York Times.

A bolsa vem acompanhada por uma dotação incondicional de US$ 625 mil (R$ 1,98 milhão), paga ao longo de cinco anos. Ela é conhecida popularmente como “bolsa para gênios”, o que ocasionalmente irrita a fundação.

Victora é imunologista na Universidade Rockefeller e estuda os mecanismos pelos quais os anticorpos se tornam, com o tempo, mais efetivos no combate a patógenos. Ele se mudou para os Estados Unidos aos 17 anos a fim de tentar carreira como pianista de concerto, e só depois optou pela ciência.

Poucas honrarias estão tão envoltas em mistério e geram tantas especulações quanto o prêmio MacArthur. Os potenciais agraciados não podem se candidatar; são sugeridos por uma rede de centenas de colaboradores espalhados pelos Estados Unidos, em diversos campos, e depois avaliados por um comitê de cerca de uma dúzia de pessoas cujas identidades não são conhecidas.

Quando os agraciados foram informados sobre a bolsa, algumas semanas atrás, diversos deles imaginaram que o telefonema fosse um trote. “Ainda estou meio atônito”, afirmou um dos ganhadores. “É ridículo. É maravilhoso. É embaraçoso. É tudo isso”.

Cecilia Conrad, diretora-executiva da fundação e líder do programa de bolsas, disse que o objetivo é encontrar “pessoas no precipício”, para as quais o dinheiro pode fazer diferença, mas também inspirar a criatividade em termos mais amplos.

Esperamos que quando as pessoas leiam sobre os agraciados, isso as leve a pensar sobre como poderiam ser mais criativas em suas vidas”, disse Conrad. “A bolsa faz bem ao espírito humano.”

Os agraciados incluem figuras relativamente conhecidas nas artes, como a dramaturga Annie Baker, 36, que ganhou o prêmio Pulitzer de 2014 por “The Flick”; o artista de teatro Taylor Mac, 44, criador de “A 24-Decade History of Popular Music”, um espetáculo teatral de 24 horas de duração; e os escritores Jesmyn Ward, 40, e Viet Thanh Nguyen, 46.

A mais jovem entre os agraciados é Cristina Jiménez Moreta, 33, fundadora e diretora da United We Dream, uma rede nacional de apoio a jovens imigrantes. O mais velho é Dawoud Bey, 63, fotógrafo e educador, de Chicago, cujos retratos de comunidades incluem “Harlem Redux” e “The Birmingham Project”.

Outros bolsistas são Nikole Hannah-Jones, 41, repórter da New York Times Magazine que escreve sobre injustiça racial na educação e habitação; Yuval Sharon, 37, diretor de ópera radicado em Los Angeles que já encenou espetáculos em uma estação de trens e em uma frota de carros em movimento.

Além deles, também foi agraciado Trevor Paglen, 43, artista conceitual e geógrafo cuja obra explora os aspectos invisíveis do poderio militar e empresarial.

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