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Economia Um milhão de brasileiros perderem o emprego em maio por causa do coronavírus, aponta o IBGE

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Os dados são os primeiros resultados da Pnad Covid-19

Foto: Agência Brasil
No mês passado, foram extintos 1.461 postos de trabalho. Apesar de ainda negativo, o resultado vem desacelerando. (Foto: Agência Brasil)

A pandemia de coronavírus fez com que cerca de 1 milhão de brasileiros perdessem o emprego no mês de maio, aponta um levantamento inédito divulgado nesta terça-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao todo, 10,9 milhões de pessoas estavam desempregadas no País na última semana do mês passado, o que deixou a taxa de desemprego em 11,4%. Na primeira semana de maio, esse número era de 9,8 milhões, e a taxa de desemprego estava em 10,5%.

Os dados são os primeiros resultados da Pnad Covid-19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com o apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

O IBGE destacou que 17,7 milhões de brasileiros que não estavam empregados na última semana de maio deixaram de procurar emprego por causa da pandemia. Somando este contingente ao de desempregados, chegou a 28,6 milhões o total de pessoas que enfrentaram algum tipo de restrição para ingressar no mercado de trabalho brasileiro no mês passado “seja por falta de vagas ou receio de contrair o novo coronavírus”, destacou o IBGE.

Afastados

O levantamento do IBGE mostrou que 17,2% do total de trabalhadores ocupados no País estavam afastados do serviço na última semana de maio devido ao isolamento social ou férias coletivas. Esse percentual representa um contingente de 14,6 milhões de pessoas. Na primeira semana, eram 16,6 milhões de pessoas nessa condição, o que representava 19,8% do total de pessoas ocupadas no Brasil.

Enquanto o número de pessoas afastadas do trabalho diminuiu ao longo de maio, aumentou a quantidade daquelas que estavam trabalhando remotamente. Na primeira semana, eram 8,6 milhões de pessoas trabalhando de forma remota, o chamado home office. Já na última semana, esse número chegou a 8,8 milhões, o que representa 13,2% do total de trabalhadores ocupados e não afastados em razão da pandemia.

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