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Curiosidades Um terço dos brasileiros duvida que o homem já foi à Lua, aponta Datafolha às vésperas de missão que vai contornar o astro

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O astronauta Buzz Aldrin em imagem clicada por Neil Armstrong, na Lua. (Foto: Nasa/Divulgação)

Às vésperas de uma nova viagem que pretende levar humanos aos arredores da Lua, após mais de 50 anos da última missão tripulada do programa Apollo – que levou o ser humano a pousar no astro não só uma vez, mas seis – uma parcela expressiva dos brasileiros ainda questiona um dos marcos mais emblemáticos da história. Pesquisa do Datafolha mostra que 33% da população com mais de 16 anos não acreditam que o homem já tenha chegado ao satélite natural da Terra. Outros 58% dizem considerar o feito verdadeiro, enquanto 9% afirmam não saber.

O levantamento ouviu 2.086 pessoas em 123 cidades do país, nos dias 9 e 10 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O resultado expõe a persistência de dúvidas sobre as missões do programa Apollo, realizadas entre as décadas de 1960 e 1970, justamente no momento em que a Nasa tenta inaugurar uma nova fase da exploração lunar.

A sondagem ocorre em meio aos preparativos para a Artemis II, missão que deve levar quatro astronautas a um sobrevoo da Lua – a primeira viagem tripulada do tipo em mais de meio século. A decolagem está prevista a partir de 1º de abril, na Flórida, com duração estimada de cerca de dez dias. O voo não prevê pouso, mas repetirá uma trajetória semelhante à da Apollo 8, de 1968, ao contornar o satélite e retornar à Terra.

A tripulação será formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. O grupo reúne marcos simbólicos: Glover será o primeiro astronauta negro em uma missão lunar, Koch, a primeira mulher, e Hansen, o primeiro não americano a participar de uma empreitada do tipo.

Mais do que o simbolismo, a missão tem caráter técnico. Será a estreia tripulada do foguete SLS (Space Launch System) e da cápsula Orion, peças centrais do programa Artemis, que busca validar tecnologias para voos mais longos e complexos. O objetivo final é viabilizar um novo pouso humano na Lua, previsto para 2028, e usar o satélite como base intermediária para futuras viagens a Marte.

“Estamos voltando à Lua porque é o próximo passo em nossa jornada rumo a Marte”, afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman.

Apesar dos avanços, os riscos seguem elevados. A nave ainda não foi testada com humanos, e a distância a ser percorrida – mais de 384 mil quilômetros – é cerca de mil vezes maior do que a da Estação Espacial Internacional. Antes de seguir rumo à Lua, a missão realizará uma série de manobras próximas à Terra para checagens de segurança.

Após essa fase, a nave seguirá até o satélite, incluindo um sobrevoo do lado oculto, momento em que haverá interrupção das comunicações com a Terra.

A expectativa é que a tripulação ultrapasse a marca da Apollo 13 e se torne a que mais se afastou do planeta. O principal objetivo técnico é validar o desempenho do foguete e da nave para permitir, no futuro, uma missão com pouso lunar – prevista para 2028.

O cronograma, no entanto, depende de avanços tecnológicos ainda em desenvolvimento, incluindo um módulo de pouso que será fornecido por empresas privadas ligadas a Elon Musk e Jeff Bezos. O programa Artemis já enfrenta atrasos e aumento de custos.

A nova missão também carrega um peso simbólico. Em 1968, a Apollo 8 levou três astronautas à órbita lunar na véspera de Natal, em uma transmissão assistida por cerca de um bilhão de pessoas. A tripulação – Frank Borman, Jim Lovell e Bill Anders – ficou associada à imagem “Earthrise” e recebeu crédito por ter “salvado 1968”.

Em um cenário atual descrito como de divisão e incerteza, a Artemis II surge com a ambição de repetir, ao menos em parte, esse impacto. As informações são do jornal O Globo.

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