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Mundo A Universidade de Oxford ofereceu mais vagas a meninas do que a meninos pela primeira vez na história

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Quanto a cargos de autoridade nas instituições de ensino, 10 de 38 universidades britânicas têm diretoras mulheres no comando. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez na história, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, ofereceu mais vagas na graduação para meninas do que para meninos. De acordo com números divulgados pela instituição, no outono de 2017, 1.275 garotas e 1.165 garotos tiveram a chance de entrar na universidade – 1.070 delas e 1.025 deles aceitaram a proposta e se matricularam.

“Ainda é cedo para chamarmos isso de tendência, mas é um sinal de progresso”, afirmou um dos porta-vozes de Oxford à imprensa britânica.

Considerando todas as universidades do Reino Unido, os índices de aprovação de estudantes do sexo feminino também foram superiores do que do masculino – apesar de mais meninos terem se inscrito nos processos seletivos para buscar uma vaga.

Quanto a cargos de autoridade nas instituições de ensino, 10 de 38 universidades britânicas têm diretoras mulheres no comando.

Mudar o mundo

A jovem militante paquistanesa, Malala Yousafzai, pediu nesta quinta-feira que as mulheres “mudem o mundo” por conta própria, sem esperar o apoio dos homens, em uma conferência no Fórum Econômico Mundial de Davos. “Nós não vamos pedir aos homens que mudem o mundo, vamos fazer nós mesmas”, declarou a incansável defensora da educação das meninas, a um público em grande parte feminino.

Este Fórum, que reúne todos os anos a elite da política e da economia nos Alpes suíços, continua sendo um cenáculo essencialmente masculino, 80% dos participantes são homens. Mas os debates cavaram este ano um lugar para o movimento mundial de defesa da mulher #Metoo. “Fico tão decepcionada ao ver pessoas nessas altas posições falando de maneira aberta e inapropriada sobre as mulheres, não aceitando-as como iguais, assediando-as”, ressaltou a paquistanesa.

“O feminismo é apenas mais uma palavra para a igualdade (…) significa apenas que as mulheres devem ter os mesmos direitos que os homens”, disse Malala, de 20 anos, que homenageou seu pai, “um feminista que desafiou a sociedade tradicional paquistanesa ao apoiá-la contra todas as probabilidades”.

“Ele me deu o nome de Malala, uma heroína pashtun que era famosa por sua bravura e força”, disse a jovem mulher, forçada a fugir do país depois de ser vítima de uma tentativa de assassinato dos talibãs em 2012. “Espero poder voltar para o Paquistão um dia, é difícil não ver sua casa, família e amigos por mais de cinco anos”, disse ela.

Prêmio Nobel da Paz em 2014, Malala continua comprometida, visitando campos de refugiados ou em fóruns em todo o mundo, enquanto estuda economia, filosofia e ciência política na Universidade de Oxford.

“Não posso enviar todas as meninas para a escola, mas posso enviar o máximo possível para a escola”, disse ela, lembrando que mais de 130 milhões de garotas estão privadas de educação.

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