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Mundo As variantes do coronavírus e as aglomerações preocupam a Itália

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No sábado (20), a Itália registrou 14.931 novos casos e 251 mortes. Desde o início da pandemia, acumula 2,9 milhões de infecções e 95.486 óbitos

Foto: Reprodução
As regiões mais populosas do norte da península, entre elas Lombardia com Milão, e Lacio com Roma, serão classificadas como "áreas vermelhas" a partir desta segunda-feira. (Foto: Reprodução)

A preocupação aumentou na Itália no fim de semana, devido à propagação de novas variantes do coronavírus e das aglomerações de pessoas nas grandes cidades, estimuladas pelo bom tempo.

“É evidente que estou preocupado. O aumento de contágios se deve em grande parte à variante inglesa”, disse Massimo Galli, um dos mais importantes virologistas italianos, que trabalha no hospital Sacco de Milão (norte). “Para ser franco, todos os dados apontam um provável aumento de novos casos”, acrescentou.

Apesar do apelo para “ficar em casa” feito na última sexta-feira (19) pelo ISS (Instituto Superior de Saúde), órgão responsável por assessorar o governo no combate à covid-19, a multidão foi para as ruas, parques e orlas de várias cidades italianas para aproveitar o clima da primavera (outono no Brasil), particularmente ensolarado e temperado, que impera neste fim de semana na península.

Nápoles reagiu fechando parte de sua orla, tomada pelos moradores. Praias e bares de Ostia, um balneário perto de Roma, também foram invadidos por multidões. No centro histórico romano, a Via del Corso, uma das principais avenidas comerciais, foi fechada. Cenas de multidões também foram se repetem ao longo do “Navigli”, os canais do centro de Milão.

Nesse domingo (21), ante o avanço das novas variantes, três regiões italianas que haviam sido classificadas em princípio como “amarelas” (risco moderado), passaram oficialmente para “laranja” (risco médio): Emiglia Romana (região de Bolonha, norte), Campânia (região de Nápoles) e a pequena zona de Molise (centro).

Nove de 20 regiões estão em alerta “laranja”, e o restante, em “amarelo”. Passar para “laranja” implica, sobretudo, aplicar restrições drásticas aos deslocamentos para fora de cada município e fechar bares e restaurantes ao público. Nas regiões em “amarelo”, estes estabelecimentos podem receber clientes até as 17h GMT (14h em Brasília-DF).

Algumas regiões estabeleceram zonas “vermelhas” (de alto risco) em partes específicas de seu território, como Umbria (centro), Alto Adige (norte) e Lazio (região romana), que decidiu isolar os municípios de Colleferro e Carpineto Romano, situados às portas da capital, “por causa da alta incidência e presença da variante inglesa”.

No último sábado (20), a Itália registrou 14.931 novos casos e 251 mortes. Desde o início da pandemia, acumula 2,9 milhões de infecções e 95.486 óbitos.

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