Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de maio de 2016
A insuficiência renal, que acomete cerca de 10% da população brasileira atualmente, é caracterizada pela perda da capacidade dos rins de filtrar o sangue, deixando no organismo resíduos tóxicos ou prejudiciais, como a ureia e a creatinina. A doença, que levou o cantor Gilberto Gil, 73 anos, a ser internado neste mês, é silenciosa, mas pode ser facilmente identificada em um simples check-up médico.
Diabéticos e hipertensos têm mais chance de desenvolver a enfermidade. Além disso, pessoas que possuem histórico familiar da doença também devem ficar atentas.
No Brasil, a principal causa é a hipertensão arterial, mas também pode ser consequência do diabetes, medicamentos anti-inflamatórios, desidratação, infecção urinária pela interrupção da passagem da urina por tumores ou aumento da próstata, entre outras causas.
“O diagnóstico laboratorial da doença é simples e barato, basta a dosagem da creatinina no sangue. Além disso, a dosagem de ureia e potássio e exames de imagem como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada”, esclarece o nefrologista Eduardo Rocha.
Segundo ele, a doença pode se manifestar na forma aguda, quando acontece uma rápida redução da função renal, ou crônica, quando a perda é gradual e progressiva. Na primeira forma, a insuficiência renal normalmente tem cura. Já na fase crônica, a perda das funções dos rins se dá de forma lenta e progressiva. Por conta disso, muitos pacientes demoram a perceber o problema, já que os sintomas são leves, e, quando é feito o diagnóstico, a função renal já está quase completamente comprometida.
O tratamento normalmente é feito com uso de remédios anti-hipertensivos e diuréticos, mas inclui uma rigorosa dieta, com redução de proteína e sódio, que deve ser prescrita por um nutricionista. Nos casos mais graves, é necessária a realização de hemodiálise, procedimento em que é utilizado um aparelho para filtrar o sangue, ou a realização de transplante renal. (AD)
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