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Economia Veja o que impulsionou a arrecadação recorde do governo federal em setembro

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(Foto: Reprodução)

A arrecadação federal de impostos alcançou R$ 203,1 bilhões em setembro e registrou alta real de 11,61%, sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados na terça-feira (22) pela Receita Federal e representam mais um recorde para o mês, sempre em comparação com o ano anterior. Todos os meses deste ano, até aqui, foram recordes.

No acumulado deste ano, a arrecadação atingiu por sua vez R$ 1,934 trilhão, alta real de 9,68%. Além do recorde mensal, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, o resultado também foi o maior da série histórica. Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou alta de 16,55% em setembro.

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, avaliou que todos os indicadores macroeconômicos influenciaram positivamente o resultado da arrecadação em setembro. Segundo ele, em todo o ano, os consecutivos recordes são resultado da atividade econômica forte.

Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 11,95% em setembro, somando R$ 196,6 bilhões. A receita das administradas teria ficado em R$ 192,9 bilhões em setembro se fossem descartados fatores considerados atípicos, que elevaram a arrecadação, referentes à entrada de recursos que foram postergados, nos meses anteriores, decorrentes da calamidade do Rio Grande do Sul.

No ano, as administradas somaram R$ 1,841 trilhão, alta real de 9,67%. Já a receita própria de outros órgãos federais (inclui os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 6,52 bilhões no mês passado, alta real de 2,23%. No ano, a arrecadação de outros órgãos alcançou R$ 92,4 bilhões, alta real de 9,92%.

Para Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, “apesar dos sinais de desaceleração da economia, a arrecadação federal continua surpreendendo pra cima e acumula alta de quase 10% acima da inflação até setembro”.

“Se o governo tivesse a mesma diligência nos gastos, teríamos superávit fiscal neste ano, além de um melhor cenário para inflação e juros em queda”, opinou a especialista.

A arrecadação com imposto de importação foi um dos destaques positivos do resultado no último mês, com alta de 44,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse avanço, segundo a Receita, foi fruto de aumentos reais de 20,23% no valor em dólar das importações, de 12,25% na taxa média de câmbio, de 14,79% na alíquota média efetiva do Imposto de Importação e de 4,24% na alíquota média efetiva do IPI-Vinculado.

O governo federal também deixou de arrecadar R$ 10 bilhões em setembro deste ano devido às desonerações tributárias. O dado representa uma queda de R$ 2,3 bilhões em relação ao mesmo período de 2023. Nos nove primeiros meses do ano, a renúncia foi de R$ 92,5 bilhões.

Malaquias disse ainda, em coletiva de imprensa, que houve um leve recuo nas compensações tributárias no último mês, que somaram R$ 18,868 bilhões. As informações são do jornal Valor Econômico.

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