Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de abril de 2021
As vendas globais de smartphones apresentaram recuperação no primeiro trimestre do ano e mostraram um crescimento mais forte desde 2015, informou uma empresa de mercado especializada na terça-feira (20).
A Strategy Analytics observou que os fabricantes de smartphones venderam cerca de 340 milhões de unidades nos primeiros três meses do ano, um aumento de 24% em relação ao mesmo período em 2020.
A alta seguiu-se a uma queda de mercado por causa da pandemia do novo coronavírus durante grande parte do ano passado, quando muitos consumidores adiaram compras ou atualizações.
A empresa de pesquisa informou que os ganhos do primeiro trimestre foram impulsionados pela forte demanda de consumidores que possuem dispositivos desatualizados e pelo forte impulso da rede 5G dos provedores chineses.
“O mercado de smartphones chinês teve um trimestre sensacional impulsionado pelo sucesso do produto 5G em vários níveis de preços”, afirmou a diretora sênior da Strategy Analytics, Linda Sui, observando o aumento de 35% no mercado chinês.
“A escassez de chips e as limitações de fornecimento não tiveram um impacto significativo no primeiro trimestre entre as cinco principais marcas, mas em nossa opinião foi e será uma preocupação para os fornecedores menores nos próximos trimestres”, acrescentou.
A Samsung liderou o mercado com 23% dos aparelhos vendidos, seguida pela Apple com 17%.
Eles foram seguidos por três fabricantes chineses: Xiaomi (15%), Oppo e Vivo (11% cada).
Neil Mawston, CEO da consultoria Strategy Analytics, ressaltou que o crescimento de 32% da Samsung levou ao lançamento dos “telefones 4G e 5G mais acessíveis da série A”, assim como às fortes vendas de sua série da Galaxy S21.
Telefonia Móvel no Brasil
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgou esta semana o Relatório de Acompanhamento do Setor de Telecomunicações – Telefonia Móvel referente a 2020. A publicação avalia o desenvolvimento da telefonia móvel no Brasil a partir da análise das quatro maiores prestadoras do serviço, que representam 96,9% do total de acessos.
De acordo com o Relatório, no final de 2020 o Brasil contava com 234,07 milhões de acessos móveis. Na comparação com dezembro de 2019, houve aumento de 7,39 milhões de acessos, o equivalente a 3,26%. Desde 2015 o mercado brasileiro registrava redução no número de acessos móveis, mas a partir de julho de 2020, todos os meses apresentaram crescimento nesse indicador.
A pandemia de Covid-19 é uma das possíveis explicações para esse incremento: a transferência de atividades para o ambiente virtual resultou em aumento na compra de dispositivos de acesso à internet e muitos celulares já são vendidos atrelados à contratação de novos planos.
O coronavírus influenciou também o ritmo de substituição dos acessos pré-pagos pelos pós-pagos. A expectativa da Anatel – baseada em tendência registrada nos últimos anos – era de que a maioria dos acessos fosse pós-paga já no início de 2020, o que só foi registrado no mês de setembro. Devido aos impactos econômicos da pandemia, consumidores preferiram acessos pré-pagos, que têm custo mais controlável.
A densidade da telefonia móvel fechou o ano de 2020 em 97,20 acessos para cada grupo de 100 habitantes, aumento de 1,11% em relação ao exercício anterior. Todos os estados apresentaram aumento do indicador na comparação com 2019, à exceção de Goiás e Tocantins. As regiões Centro-Oeste (102,02) e Sudeste (105,71) possuíam, no final do exercício, densidade superior a 100, ou seja, mais que um acesso por habitante. As informações são da agência de notícias AFP e da Anatel.
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