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Notícias Vice-governador coordena estratégias para atacar os problemas de desabastecimento com a greve dos caminhoneiros

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Gabinete de Crise monitora os impactos causados no RS pela paralisação. (Foto: Dani Barcellos/Palácio Piratini)

O Governo do Estado já esta desencadeando, neste sábado (26), uma série de ações prioritárias para atacar os problemas de desabastecimento em decorrência da greve dos caminhoneiros. Além da programação de reuniões setoriais para aprofundar o diagnóstico de crise por segmento, está sendo reforçado o monitoramento e controle no DCCI (Departamento de Comando de Controle Integrado) com interlocução entre as secretarias de Saúde, Segurança, Transporte, Defesa Civil, Agricultura, Polícia Civil e Comando da Brigada Militar.

A prioridade máxima elencada é o atendimento à vida e às pessoas. As determinações para montar os protocolos, planos de contingências e avaliação setorial dos impactos provocados no Rio Grande do Sul aconteceram em reunião com o Gabinete de Crise, sob comando do vice-governador José Paulo Cairoli e secretários nesta manhã, no Palácio Piratini.

Uma reunião extraordinária com o vice-governador e integrantes da Secretaria da Saúde vai balizar as ações prioritárias e encaminhamentos. Estratégias de formulação para identificar situações locais, como circulação de mantimentos, remédios, combustível, além de preservar a segurança em vias de acesso e rodovias já estão sendo colocadas em prática. “Vamos priorizar tudo que venha ao encontro para atender a vida das pessoas”, destaca Cairoli.

O coronel Alexandre Martins, coordenador da Defesa Civil Estadual, explica que será reforçada a Central de informação no DCCI para ativação de medidas prioritárias e estratégicas, em monitoramento de 24 horas. Planos de comboio para assegurar o transporte de combustível, cargas vivas e de perecíveis, ração e medicamentos estão sendo coordenadas junto à Secretaria de Segurança.

Reconhecendo a legitimidade da greve dos caminhoneiros, Martins entende que a ação do governo busca alternativas para que a população não tenha problemas com o desabastecimento de produtos. “Na reunião, foi concluído que intervenções mais fortes do Estado serão necessárias. Recebemos a orientação de priorizar a vida. Neste sentido, estaremos acompanhando as cargas identificadas com adesivos que serão prioritárias, como medicamentos, insumos hospitalares e de tratamento de água, combustíveis, alimentos perecíveis”, afirmou.

Ao final da reunião houve a deliberação de assuntos específicos com o Grupo da Agricultura para tratar de abastecimento de alimentos à população e para evitar danos à produção agropecuária. A Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) também foi convocada para participar das ações de contingências junto aos municípios.

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