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Geral Vídeo gravado dentro de motel por marido traído rouba a cena na internet e reacende o debate sobre os limites das redes sociais

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"Vai fazer a unha, né, Fabíola?” é o vídeo com o registro do flagrante de uma traição que evidenciou o machismo e a tentativa do traído de punir a parceira com o vexame público. Crédito: Reprodução

O vídeo do flagrante de adultério na entrada de um motel, em Belo Horizonte (MG), se popularizou na internet, foi a notícia mais comentada nas ruas de todo o Brasil e reacendeu a discussão sobre os limites (ou a falta de) nas redes sociais. Nas imagens, um furioso marido traído quebra os vidros do carro do “Ricardão” a socos, pontapés e golpes de chave de roda. Um amigo, chamado por ele ao local do fato, filmou toda a ação.
O drama é de causar inveja ao escritor Nelson Rodrigues, que se notabilizou por descrever as mazelas sociais nas crônicas de “A Vida Como Ela É”. O marido enganado, perturbado com a situação, questionava a esposa. “Vai fazer a unha, né? Está pensando que eu sou trouxa?”, enquanto destruía o automóvel. Ele também agrediu a mulher.
Em certo momento, o homem que grava a confusão, pergunta ao traidor o que ele fazia no motel com a mulher do amigo. “A gente veio conversar”, respondeu o outro na maior desfaçatez. O caso virou o assunto do momento na rede, sendo visualizado, comentado e compartilhado por centenas de milhares de internautas.
Machismo.

Para o professor e especialista em mídia social Carlos D’Andrea, há um certo componente de machismo da sociedade no compartilhamento de vídeos como esse. “É uma espécie de esforço moralizador”, avaliou o professor. Para D’Andrea, o fato de o próprio marido expor o caso na rede foi a forma que ele encontrou para punir a mulher. “A humilhação pública é o castigo. Ele também vira motivo de chacota, mas na condição de vítima”, destacou.
Para o advogado José Guilherme da Costa de Almeida, por mais que a sociedade condene a postura da mulher, ela não cometeu um crime. O marido traído, sim. “Infringiu a Lei Maria da Penha, ao agredir a mulher, e ainda tem crime de dano, porque quebrou o carro do amante.” Quem ficou “bem na fita” foi o amante. Surgiram vários “memes” em toda a rede em homenagem ao “gordinho gostoso”.

Flagrante de adultério é algo que todo mundo ouve falar, mas poucos têm a oportunidade de testemunhar. Além das imagens, os diálogos causaram sensação entre os internautas. Em determinado momento, o homem que gravava a confusão fez uma pergunta absurda à mulher flagrada. “O que você veio fazer aqui, no motel?” A mulher optou por não responder, se limitou a gesticular com a mão para que ele parasse de gravar.

Enquanto descontava sua raiva no carro do rival, o marido traído questionava a estratégia dos amantes para os encontros. O álibi da mulher era a manicure. “Vai fazer a unha, né? Estão pensando que eu sou trouxa?” “Chama a polícia. Vamos registrar ocorrência”, bradou o traído, no que a mulher flagrada rebateu: “Fazer ocorrência de quê?” Todos os envolvidos eram muito amigos. Eles planejavam, inclusive, passar o Natal juntos. Entretanto, o relacionamento extraconjugal não era coisa recente. “Vi as conversas de vocês no WhatsApp”, revelou o marido enganado. O homem que filmava estava tão decepcionado quanto o traído. “Tanta piranha na rua, logo a mulher do teu amigo? Que papelão!” (AD)

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