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Saúde Vitamina D: os 7 sintomas da deficiência do composto em adultos e crianças

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Alimentos como peixes e gemas de ovos também possuem o nutriente, e seu consumo pode ajudar a evitar uma deficiência.

Foto: Reprodução
Autores destacam que a hipervitaminose D continua sendo um quadro relativamente raro. (Foto: Reprodução)

A falta de vitamina D não é uma novidade para grande parte dos brasileiros. Segundo um estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Pesquisas René Rachou, da Fiocruz, cerca de 16% da população com mais de 50 anos têm níveis insuficientes do nutriente. E essa carência oferece uma série de riscos para a saúde, como o aumento de doenças cardiovasculares e de fraturas ósseas. Mas você sabe identificar os sintomas que indicam a falta da vitamina?

O principal sinal característico da taxa de vitamina D aquém do recomendado é o cansaço excessivo e duradouro, que pode comprometer o desempenho em atividades do dia a dia, como dirigir, trabalhar ou praticar exercícios físicos. Essa sensação pode ser acompanhada de fraqueza ou dor nos músculos e ossos.

Nos bebês, esse impacto grave pode ser identificado por uma demora no engatinhar e no fechamento dos espaços entre os ossos do crânio (fontanelas). Em crianças mais velhas, os sinais podem ser pernas arqueadas e desvios na coluna.

Consequências

Isso acontece porque a vitamina D é, na verdade, um hormônio que atua na regulação do cálcio e do fosfato no organismo. Por isso, nos casos de deficiência, são absorvidas quantidades menores desses nutrientes, o que a longo prazo impacta a saúde dos ossos. Em situações graves de carência, pode levar a diagnósticos de raquitismo, em crianças, e osteomalacia, em adultos – situações caracterizadas pelo enfraquecimento dos ossos.

Nos adultos, os sinais desses quadros mais graves também se manifestam principalmente na coluna, pernas e joelhos. Já nos idosos, essa deficiência é ainda mais arriscada pois pode levar a fraturas ósseas, especialmente na região do quadril.

Além disso, um estudo de pesquisadores australianos, publicado na revista científica European Heart Journal, concluiu que a carência do componente aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Os cientistas descobriram que o risco entre pessoas com níveis mais baixos de vitamina D era mais que o dobro daquele observado em pessoas com concentrações normais da substância.

Tratamento e causas

A falta da vitamina D pode ser confirmada a partir de exames de sangue e corrigida com o auxílio de suplementos do componente ou, nos casos mais graves, do suplemento do cálcio e do fosfato diretamente. Porém, a análise da taxa e as recomendações para solucionar o quadro devem ser feitas sempre por um especialista.

Essa deficiência é causada na maioria dos casos pela baixa exposição solar. Médicos orientam que ao menos uma parte do corpo seja exposta ao sol de forma direta por um período de cinco a 15 minutos por dia, pelo menos três vezes por semana, para evitar a carência. Porém, a falta pode ser consequência também de doenças que interferem na absorção do nutriente pelo organismo.

Alimentos como peixes e gemas de ovos também possuem o nutriente, e seu consumo pode ajudar a evitar uma deficiência. No entanto, os especialistas destacam que a vitamina D adquirida apenas pela comida não é suficiente.

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