Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de março de 2016
Depois de chacoalhar a República com sua delação premiada aos investigadores da Operação Lava-Jato, o ex-líder do governo Delcídio do Amaral (PT-MS) enterrou definitivamente qualquer perspectiva de sobrevivência política no Senado. Se antes existia uma boa vontade de seus pares em preservar o mandato do petista, agora os senadores trabalham para dar agilidade à tramitação do processo de cassação de Delcídio, que está em marcha lenta no Conselho de Ética da Casa.
Senadores do PT, do PMDB e da oposição são categóricos ao antever que o ex-líder do governo está politicamente “morto e liquidado”. Um dos trechos da delação, que deverá ser homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, nos próximos dias, deixou os senadores particularmente irritados. Trata-se da parte que incluía uma cláusula de confidencialidade de seis meses para a divulgação da delação. Ou seja: Delcídio trabalhava com esse prazo para conseguir se safar e manter seu mandato de senador. Mas agora, com a delação vindo a público, o petista perdeu o apoio de seus antigos aliados.
Paralelamente ao processo de cassação no Senado, a expulsão de Delcídio do PT também deverá ser acelerada. Ele está com a filiação suspensa desde dezembro. (AD)
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