Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de dezembro de 2016
Adriana Ferreira de Almeida, que ficou conhecida como a “Viúva da Mega-Sena” e foi condenada a 20 anos de prisão em Rio Bonito (RJ) por homicídio triplamente qualificado, teve a prisão revogada na noite desta segunda-feira (19). A defesa de Adriana entrou com pedido de anulação do julgamento e pediu a prisão domiciliar, concedida pela Justiça, até que o recurso seja avaliado.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Adriana ainda permanecia presa na manhã desta terça-feira (20). Ela foi levada para o presídio em Bangu (RJ) no domingo (18) após o julgamento pela morte do marido, Renné Senna, ganhador do prêmio de R$ 52 milhões da Mega-Sena em 2007. A condenação levou em consideração que o crime teve motivo torpe e que deveria ser cumprida em “regime inicialmente fechado”.
Segundo a decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara de Rio Bonito, a prisão de Adriana foi convertida em uso de tornozeleira eletrônica. Ela não poderá manter contato com a família da vítima e terá que comparecer mensalmente em juízo para informar suas atividades. Adriana terá que permanecer em casa no período da noite, no Condomínio Village Ipanema I, em Cachoeiras de Macacu, e nos fins de semana.
A alegação da defesa de Adriana, que foi aceita pela Justiça, é que ela tem endereço fixo e que não oferece risco de fuga. O Ministério Público informou, na manhã desta terça-feira (20), que analisa a possibilidade de recorrer da decisão do juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, que converteu em domiciliar a prisão de Adriana.
Renné foi morto com quatro tiros em um bar em Rio Bonito. Os dois assassinos foram condenados a 18 anos de prisão. A promotoria defendeu a tese de que os criminosos foram pagos por Adriana. Ela teria planejado o assassinato depois que o companheiro descobriu que ela tinha um amante e ameaçou tirá-la do testamento. O interrogatório da ex-cabeleireira durou mais de cinco horas. O julgamento durou três dias.
Absolvida em 2011
Adriana Ferreira já tinha sido julgada em 2011 e foi absolvida, mas o Ministério Público recorreu e o Tribunal de Justiça anulou o julgamento por entender que a decisão do júri foi contrária às provas apresentadas. (AG)
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