Domingo, 28 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2021
O WhatsApp vai realizar algumas mudanças em sua política de privacidade direcionada aos usuários brasileiros após as recomendações feitas por órgãos públicos. As alterações devem ser apresentadas até o dia 31 de agosto e ainda serão discutidas em conjunto com a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), o MPF (Ministério Público Federal) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Em maio, esses órgãos produziram um documento recomendando que o aplicativo adiasse a vigência de uma atualização em seus termos.
A medida foi tomada após o WhatsApp comunicar uma nova política de privacidade que previa o compartilhamento de mais dados com o Facebook, dono do app, no início do ano.
Em comunicado conjunto, as autoridades brasileiras disseram que o WhatsApp sinalizou que pretende atender às recomendações incluindo um “ajuste do Aviso de Privacidade para o Brasil para refletir práticas de transparência, em níveis compatíveis ao que já realiza para usuários da União Europeia”.
Os órgãos disseram ainda que o app se comprometeu a:
– atualizar os termos sobre o WhatsApp Business (função do aplicativo para conversas com lojas e serviços comerciais);
– elaborar relatórios de impacto e outros documentos solicitados pela ANPD;
– e desenvolver materiais educativos para os titulares de dados sobre o uso seguro do aplicativo.
O WhatsApp disse, em nota, que “vê como positiva a oportunidade de esclarecer informações a respeito da atualização de sua política de privacidade”.
Resistência dos usuários
Após divulgar as mudanças na política de privacidade no começo do ano, o app deu pouco mais de um mês para que as pessoas aceitassem os novos termos.
A política foi anunciada como obrigatória, exceto na União Europeia e no Reino Unido, onde o WhatsApp segue a legislação que determina que as pessoas têm o direito de escolha de compartilhar ou não seus dados.
A novidade gerou desconfiança entre as pessoas, e aplicativos concorrentes como o Telegram e o Signal foram baixados milhões de vezes após a notificação aparecer para os usuários do app.
Diante dessa resistência, o aplicativo estendeu o prazo de vigência para que todos “tivessem mais tempo de entender a política”.
Os novos termos estão em vigor desde 15 de maio, mas os usuários que não fizeram o aceite continuam a usar o serviço sem restrições. As informações são do portal de notícias G1.
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