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A falta de investimento nas categorias de base segue sendo a grande questão do futebol feminino no Brasil

Seleção feminina de 2019. (Foto: CBF/Divulgação)

Mesmo sob a emoção da eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo, as jogadoras da seleção feminina foram capazes de analisar, friamente, os principais problemas do futebol no País. Um deles mereceu destaque: as categorias de base. Do discurso das vice-campeãs do mundo em 2007, na China, pedindo mais apoio, até os dias de hoje, praticamente nada foi feito na estrutura geral de formação de novas jogadoras no País. As informações são do jornal O Globo.

Os poucos campeonatos existentes acontecem mais em função dos clubes que possuem categorias de base e se organizam regionalmente. Somente este ano, com todos os holofotes sobre a Copa do Mundo feminina, a CBF criou a primeira competição de base. O Brasileiro sub-18 começará em julho, com 24 clubes. Houve uma edição em 2016, organizada pelos clubes, que contou com a presença de apenas quatro times.

Seletivas

Até hoje, para formar as seleções de base, a entidade promove algumas seletivas, reúne as jogadoras por um breve período na Granja Comary, no Rio de Janeiro, e partem para as competições internacionais. Atualmente, a CBF tem categorias sub-17 e sub-20. Em Estados como São Paulo, que conta com divisões juvenis e juniores, a observação das atletas se torna mais fácil.

De qualquer forma, sem um calendário unificado e nacional, quem joga na base passa parte do ano sem ter jogos oficiais e competitivos. Mais uma dificuldade para desenvolver um futebol de alto nível.

Só vai ter um campeonato de base agora. Poderia ter há muito tempo um campeonato forte. Aqui na Europa, você vê as seleções sub-15, sub-17, fortes e jogando campeonatos”, avalia Andressa Alves.

Atualmente camisa 10 do Barcelona, a meio-campo também atuou no Montpellier na França. Realidades que foram transformadas recentemente à base de muito investimento na formação de jogadoras.

A Espanha foi campeã mundial sub-20 e olha como está a seleção principal [jogou nesta segunda-feira contra os Estados Unidos e perdeu por 2 a 1]. Metade das jogadoras estava na sub-20”, diz.

Desabafo das jogadoras

Não foi apenas a base que foi relegada a segundo plano nesta última década. Após o desabafo das jogadoras em 2007, a CBF voltou a organizar uma competição nacional, chamada de Copa do Brasil. Durou até 2016, quando a entidade criou o Brasileiro da primeira e segunda divisões, no ano seguinte. Este ano, com a exigência de times femininos aos clubes da elite do masculino, o formato mudou. A primeira divisão tem 16 clubes; a segundona aumentou para 36 equipes.