Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Armando Burd A torneira vai abrir

O mais provável é que os sete ministros do TSE discutam a questão na sessão da próxima terça-feira (26). (Foto: Divulgação/TSE)

Senadores e deputados federais esperam a votação da proposta orçamentária até 22 de dezembro, último dia de atividades do Congresso. A partir desse dia, abrindo caixas de foguetes poderão festejar a condição de vereadores federais. As emendas individuais, no valor de 15 milhões e 400 mil reais para cada um, incluídas no orçamento, contemplam pedidos que chegam das bases eleitorais.

O Parlamento legisla e fiscaliza. Não existe para distribuir dinheiro. Fica caracterizada a cooptação do Executivo.

Corrida contra o tempo

A dificuldade de Gustavo Paim, lançado ontem à noite como candidato do PP à Prefeitura de Porto Alegre, será explicar aos eleitores que se desprendeu de Nelson Marchezan, mesmo sendo o seu vice.

Como estarão

Prefeitos entrarão no último ano da gestão fazendo mais promessas e raspando o que ainda existe em caixa. Quer dizer, vão transitar entre o verbo e a verba. Os sucessores encontrarão cofres de aço substituídos por caixas de isopor.

Forçado pela circunstância

O Tribunal Superior Eleitoral teve de criar um grupo para coordenar o Programa de Enfrentamento à Desinformação. É uma tentativa de frear as notícias sem fundamento sobre candidatos. Este mês, já se reuniu com representantes do Google, do Facebook, do WhatsApp e do Twitter. É uma guerra: o Facebook removeu mais de 2 bilhões de contas falsas neste ano.

Outro rumo

O Tribunal Regional Eleitoral aceitou ontem, por unanimidade, a desfiliação do presidente estadual do Partido Republicano da Ordem Social, vereador Wambert Di Lorenzo, antes da abertura da janela permitida por lei para trocas. O argumento foi o apoio do PROS à candidatura de Fernando Haddad no ano passado. Wambert fez campanha por Jair Bolsonaro. Seu destino deverá ser o DEM.

Onde andam?

Caiu uma cortina de silêncio sobre as Organizações Não Governamentais, que frequentavam diariamente o noticiário. Conforme levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas, instituição ligada ao governo federal, são 820 mil no país. A grande maioria resolveu sair do alcance dos holofotes. O último levantamento, feito em 1994, mostrou que as doações internacionais chegavam a 400 milhões de dólares por ano. Hoje, ninguém sabe nem vê.

Sem solução

“Magistério ameaça o início do próximo ano letivo”. Foi a notícia publicada por jornais a 19 de novembro de 1999. No centro das discussões estava o reajuste salarial. Em março de 1979, ocorreu a primeira greve da categoria no Estado pelo mesmo motivo. Passados 40 anos, segue quase tudo na mesma.

Deu no site da Câmara

O presidente Rodrigo Maia criou CPI para investigar a origem do óleo que atinge praias do Nordeste.

Agora é que o mistério vai se arrastar.

Há 95 anos

A 19 de novembro de 1924, chegou a Porto Alegre o destróier Amazonas com a missão de garantir o governo de Borges de Medeiros em caso de ataque dos revoltosos em quartéis liderados por Luiz Carlos Prestes. Já tinha vindo em 1923 para proteger Borges, que os maragatos queriam tirar do poder durante revolução.

Troca de regime e comando

Com a Proclamação da República, a 15 de novembro de 1889, José Antônio Correia da Câmara, conhecido como Segundo Visconde de Pelotas, assumiu o governo do Estado. Substituiu a Justo de Azambuja Rangel, presidente provincial nomeado por Carta Imperial.

Firmeza até o final

Rocha Pombo, em sua História do Brasil, relata que o tenente-coronel Mallet foi instruído pelos militares do novo regime a convencer Dom Pedro II a retirar-se do país, o mais depressa possível. O argumento usado: “Quando sua Majestade e o seus chegarem à Europa, encontrarão os fundos que o governo vai mandar por à sua disposição. Ofereça 1, 2, 3 mil contos, enfim, o que for preciso.” O chefe de Estado deposto recusou qualquer tapa boca. Morreu dois anos depois em hotel modesto de Paris.

O que mudou

Até pouco tempo atrás, quando a política dava lugar à politicagem, roubar dinheiro público era manobra de baixo risco e lucro imbatível.

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