Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

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Capa – Magazine Acabou! Confira acertos e erros do Rock In Rio 2019

Um dos pontos negativos do festival foram as exigências de Drake, no primeiro dia de shows. (Foto: Reprodução)

A combinação entre música, diversão e entretenimento funcionou mais uma vez na edição deste ano do Rock In Rio. Enquanto estrelas nacionais e internacionais subiam aos palcos do festival, cerca de 700 mil pessoas circulavam pela Cidade do Rock e aproveitavam as várias atrações oferecidas. Apesar de todo o sucesso, os sete dias de Rock In Rio tiveram os seus tropeços e acertos (veja ao lado os pontos positivos e negativos).

“A marca desse festival foi de pessoas felizes”, disse a diretora-executiva do Rock In Rio, Roberta Medina, que sonha ter Bruno Mars na próxima edição.

Pontos positivos

Completando 34 anos de existência em 2019, o Rock in Rio inaugurou a Rota 85, lugar dedicado ao ano de estreia do evento. Inspirado na Rota 66, estrada que cruza oito estados americanos, o cenário traz um tênis gigante afundado na lama, homenagem à primeira edição do RiR, e uma capela que faz referência à música “Love of my life”, do Queen, como atrações.

Banheiros amplos, mais bem sinalizados e distribuídos por toda a Cidade do Rock. O quesito higiene foi dez, nota dez.

Grande quantidade de lixeiras, o que, infelizmente, não foi capaz de conscientizar o público do Rock in Rio, que deixava toneladas de lixo pelo chão após o fim de cada dia.

Os brindes que foram a grande sensação do festival: copos plásticos coloridos e luminosos, baldes de pipoca, viseiras estilosas… Para conseguir todos e guardar uma lembrança do Rock In Rio, filas gigantes foram formadas desde a abertura dos portões. Na vida é preciso lutar por tudo, não é?

A diversidade musical do palco eletrônico, chamado de New Dance Order. Entre as mais de 60 atrações que passaram por lá nos sete dias de festival, nomes como Cat Dealers, Alesso, DJ Marlboro, Tropkillaz, DJ Meme e 2Fab. O espaço reuniu grande público, incluindo fãs que pagaram ingresso exclusivamente para curtir os DJs. Ponto positivo ainda para a cenografia do palco, considerada uma das mais bonitas da edição.

A acessibilidade foi um destaque desta edição, principalmente os triciclos especiais gratuitos para pessoas com deficiência se locomoverem pela Cidade do Rock.

O esquema de transporte montado para o festival. Até sábado (5), 338 mil pessoas embarcaram nos trens do metrô com destino ao evento – aumento de 13% em relação ao mesmo período da última edição. Já o BRT, em cinco dias, levou mais de 215 mil passageiros.

Pontos negativos

As exigências de Drake, no primeiro dia de Rock In Rio. O rapper proibiu a transmissão de seu show pela TV, vetou a tirolesa, quase cancelou a apresentação por não gostar do áudio e da iluminação durante a passagem de som, demitiu um funcionário e se recusou a comer o que foi preparado para ele no hotel a ponto de trazer a própria batata do exterior.

O preço dos lanches, que assustou os fãs do festival. Combos de três esfirras ou de três coxinhas eram vendidos a R$ 20 – inflação de mais de 400%. Com a repercussão negativa na web, a organização baixou os preços para R$ 18, ainda bem acima da média.

A chuva, que atrapalhou os três dias do primeiro fim de semana e impediu os brinquedos da Cidade do Rock de funcionarem durante alguns momentos.

A qualidade do som dos palcos Sunset e Favela, baixo durante alguns shows, como, por exemplo, no show de Anavitória e Saulo, no primeiro, e Cidinho e Doca, no segundo espaço.

A má gestão na venda dos copos de led da Redbull, um dos pontos altos desta edição. Devido à grande procura, todas as 143.079 unidades feitas para o festival acabaram antes dos dois últimos dias de Rock In Rio, deixando parte do público desolado.

O trânsito caótico que se formou para chegar até a Cidade do Rock, especialmente na Linha Amarela e nas vias de acesso ao evento, em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca. O problema foi maior nos dias úteis e no último sábado, quando muitos cariocas foram aproveitar as praias da Zona Oeste.

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