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Artistas criaram um site para exigir o voto de deputados contra Michel Temer

Diversos artistas integram a campanha. (Foto: Reprodução)

Um movimento batizado de #342, encabeçado por diversos artistas,  lançou nessa segunda-feira, um site com a intenção de voto de cada deputado federal a respeito da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB). Com o objetivo de pressionar a votação, o site indica os contatos de cada parlamentar, com e-mail e telefone do gabinete – dados públicos no site da Câmara – e páginas das redes sociais.

“Está na hora da gente conhecer os nossos deputados, está na hora da gente pressionar esses caras”, disse a apresentadora Fernanda Lima, que faz parte do grupo de artistas, em vídeo. “Temer deve ser julgado, sim, e todos devem ser julgados. Todos, sem exceção. Senão, o Brasil não vai mudar.”

Na última semana, artistas como Caetano Veloso, Letícia Sabatella, Fernanda Lima, Dira Paes, Valesca Popozuda, Aline Moraes, Renata Sorrah e Marcelo Serrado se reuniram na casa da produtora Paula Lavigne, e decidiram iniciar o movimento pelo afastamento de Temer. Antes de lançarem o site, o grupo começou uma campanha nas redes sociais para pressionar o relator da denúncia na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Sérgio Zveiter, com a hashtag #ZveiterEstouDeOlhoEmVoce.

Agora, o foco da plataforma é pressionar os deputados indecisos e os contrários à acusação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Os contatos dos parlamentares que já indicaram que votarão pela admissibilidade da denúncia também estão no site, com a tarja “mostre seu apoio”. Segundo a organização, a ação não tem vínculo com nenhum partido.

“@ZveiterSergio, você é deputado federal pelo Rio de Janeiro e responsável pelo relatório da Comissão de Justiça sobre as denúncias de Temer. Está em suas mãos recomendar ou não que Temer seja investigado por seus conhecidos crimes. Essa é a hora de fazer pressão, vamos compartilhar esse post, entrem na página do deputado e deixem mensagens, mobilizem seus grupos! #ZveiterEstouDeOlhoEmVoce #EstamosDeOlho #ForaTemer”, escrevem em uma mensagem já compartilhada via redes sociais.

Já faz algumas semanas que Caetano e Paula têm reunido artistas em sua casa contra o governo Temer. Os dois foram responsáveis pelo protesto pedindo eleições diretas realizado em junho na praia de Copacabana. Na semana passada, o grupo fez um samba pedindo a saída do presidente, apelidado de “vampirão”.

Acusação x defesa

Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Temer se valeu do cargo de presidente para receber vantagem indevida de R$ 500 mil, por meio do ex-deputado Rocha Loures, oferecida pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS e cuja delação desencadeou a atual investigação contra o peemedebista. De acordo com a denúncia, Temer e Loures ainda “aceitaram a promessa” de vantagem indevida de R$ 38 milhões.

Janot aponta na denúncia que a propina tratada por Loures com os executivos da JBS se destinava ao presidente. “As provas trazidas aos autos reforçam a narrativa dos colaboradores de que em nenhum momento o destinatário final da propina era Rodrigo Loures. A vantagem indevida, em verdade, destinava-se a Michel Temer, a quem os colaboradores e o próprio Rodrigo Loures se referem como ‘chefe’ ou ‘Presidente'”.

O advogado de Temer, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, entregou na última quarta-feira (5) a defesa de seu cliente à CCJ. “O presidente da República não cometeu crime, não cometeu corrupção passiva. E eu lanço um respeitoso desafio aos acusadores para que demonstrem através de um único indício, por mais frágil que seja, que o presidente da República teria solicitado algo, recebido algo ou favorecido alguém”, declarou Mariz, após a entrega da defesa.

 

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