Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

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Bem-Estar Atividade física ajuda quem tem depressão

Durante a atividade, o organismo libera endorfina e serotonina. (Foto: Reprodução)

A atividade física é uma ótima aliada no combate à depressão. E não é apenas a depressão que pode melhorar com exercício físico, mas também outros transtornos, como a síndrome do pânico e ansiedade, por exemplo. As informações são do portal G1.

O exercício ajuda tanto na prevenção quanto no tratamento. Isso acontece porque durante a atividade o organismo libera endorfina e serotonina, neurotransmissores que dão sensação de prazer e bem-estar.

Para quem está deprimido, desanimado, cansado, é difícil falar para levantar do sofá e ir praticar atividade física. O preparador físico Marcio Atalla explica que 15 minutos por dia já ajuda!

Estudos mostram que as atividades aeróbicas são responsáveis pela sensação de prazer e, a partir de 15 minutos, isso acontece.

O ideal é pensar em exercício como fonte de prazer e não de sofrimento. Dançar, pular corda, subir escadas, brincar com as crianças podem ser opções. Confira outras informações e dicas da reportagem obtidas com o psiquiatra Diogo Lara.

Tristeza não é igual à depressão

A tristeza é um sentimento comum e natural quando passamos por perdas ou quando as coisas não estão andando como gostaríamos. Ela nos leva a refletir mais e costuma ser passageira. Já a depressão envolve alterações de sono e apetite, dificuldade de sentir prazer, pensamentos muito negativistas, desinteresse, pensamentos de morte, grande esforço para realizar algumas tarefas simples e dificuldade de se concentrar.

Sintoma de bipolaridade

Se a depressão começou antes dos 20 anos de idade, se você tem altos e baixos de humor, tem muita irritabilidade junto com os sintomas depressivos, é uma pessoa do tipo 8 ou 80 e já ficou acelerada e impulsiva por um dia ou mais, é provável que a sua depressão seja parte de um quadro de instabilidade de humor, também chamado de bipolaridade ou transtorno de humor bipolar. Nesses casos, os remédios que ajudam mais na depressão são diferentes dos antidepressivos convencionais.

Terapia ou medicação

As medicações são fundamentais em casos graves e, geralmente, úteis em casos moderados. Em casos leves, é discutível se seus efeitos benéficos superam os efeitos adversos. Já a psicoterapia é bastante útil nas depressões de todos os graus. No entanto, é importante escolher terapeutas que tenham expertise em tratar depressão. As linhas de terapia mais indicadas para tratar a depressão são a terapia cognitivo comportamental e terapias de processamento de memórias. Se for possível, o ideal é combinar medicação e terapia em casos moderados e graves.

Passado

Uma história de abuso emocional (ofensas, falta de respeito, comparações…), falta de apoio, amor e carinho na família, bullying na escola, mudanças frequentes, abandono, desilusões afetivas e perdas na infância e adolescência são fatores que aumentam a chance de ter depressão quando adulto. A psicoterapia pode ajudar a reduzir o impacto dessas questões no presente.

Estresse

O estresse crônico pode levar a um quadro de desânimo, ansiedade, irritabilidade e insônia que pode evoluir, sim, para uma depressão.

Alimentação

Apesar de mudanças de dieta em si não serem suficientes para tratar a depressão, alguns alimentos que se mostraram protetores são: chá verde, café (acima de 3 xícaras de 100 ml por dia; mas cuidar à noite para não dar insônia), chocolate (de preferência com alto teor de cacau), cúrcuma, nozes, uma dieta rica em legumes, verduras, frutas inteiras (não o suco de frutas), açaí, mirtilo, kefir e alimentos integrais (não processados). É melhor evitar açúcar e carboidratos refinados em geral. Suplementos à base de zinco (mínimo 15 mg) e magnésio (mínimo 200 mg) também podem ajudar. Em mulheres, 5g diárias de creatina também podem ser benéficos.

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