Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

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Brasil Coordenador da Rede de Segurança do Paciente desaparece no Rio de Janeiro

O enfermeiro e professor Silvio César Conceição está desaparecido. (Foto: Arquivo pessoal)

Amigos e parentes do enfermeiro e professor universitário Silvio Cesar da Conceição, de 45 anos, buscam informações sobre seu paradeiro. Ele está desaparecido desde há uma semana, quando saiu do trabalho, na Barra da Tijuca, na capital carioca.

Silvio é coordenador da Rede de Brasileira de Segurança do Paciente no Rio de Janeiro e tinha compromisso marcado no Congresso Nacional de Enfermagem, na segunda-feira, em Manaus. Segundo amigos, que verificaram junto às empresas aérea e de hospedagem, ele não embarcou.

O último contato realizado por Silvio aconteceu no sábado (9) de manhã, por mensagem a um aluno, informando que daria aula até o final da tarde daquele dia. Familiares já o procuraram em hospitais e no Instituto Médico Legal e registraram a ocorrência na 19ª DP (Tijuca), bairro onde mora o professor.

Silvio é solteiro, sem filhos, e, como esportista, gosta de correr. Ele é professor da IBMR e cursa doutorado na Unirio. É membro do corpo de enfermeiros pareceristas do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-RJ) e da Associação Brasileira de Enfermagem.

“É uma pessoa idônea, respeitosa, sem vícios, articulada. Sua rotina não é muito bem conhecida por causa de suas inúmeras atividades com a Rede, a universidade e os órgãos de sua categoria profissional, mas ele sempre informou suas participações, sempre manteve sua vida profissional e acadêmica incrivelmente organizada”, ressalta Maria Lucia Fernandes, amiga, aluna e colega de profissão. “Silvio não tem perfil de sumir ou ficar sem se comunicar com as pessoas”, reforçou.

Desaparecidos

Este ano, o estado do Rio registra uma média de 15 pessoas desaparecidas por dia, segundo dados da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Algumas são encontradas, outras jamais voltam para casa.

Uma característica comum entre pais e mães de desaparecidos é falar dos filhos no tempo presente, com a esperança – e até a certeza – de eles que vão regressar, em algum momento, vindos de algum lugar, mesmo quando se passaram mais de dez anos.

“A minha vida tem sido de busca, pois viramos detetives, porque somos nós que temos de procurar. O caso já está arquivado. A minha filha até hoje nada. Ela está com 22 anos. Tenho certeza que ela está viva. Coração de mãe não falha”, disse Rogéria Alves da Cruz, mãe de Vitória, que sumiu em 2009, aos 11 de idade, quando ia para a casa de uma amiga em Irajá, próximo de onde morava.

Outro caso muito comentado à época foi o sumiço de Priscila Belfort, irmã do lutador de MMA Vitor Belfort. Ela desapareceu em 9 de janeiro de 2004, no centro do Rio, aos 29 anos, quando saiu para um almoço. Nunca foi pedido resgate e até hoje a família não sabe o que aconteceu. Para Jovita Belfort, mãe de Priscila e titular da recém-criada Coordenadoria de Desaparecidos, o desaparecimento, ao contrário da morte, é um ciclo que não termina. “É um luto que não acaba. Há 15 anos eu enterro a minha filha todos os dias”, disse ela, em meio a outras mães de desaparecidos.

A secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Cristina Quaresma, disse que é importante falar sobre o assunto dos desaparecidos, buscando uma maior divulgação para o assunto. “Através desta coordenadoria nós vamos facilitar a vida dessas pessoas. É um número que choca, altíssimo, uma média de 15 casos por dia”, disse a secretária.

A Coordenadoria de Desaparecidos fica junto à sede da secretaria, no prédio da Central do Brasil. O estado também possui, desde 2014, a Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), localizada na Cidade da Polícia, que atende nos telefones (21) 2202-0337 e 2202-0338.

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