Últimas Notícias > Notícias > Brasil > A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro decide soltar cinco deputados presos pela Operação Lava-Jato

CPI de Brumadinho: relatório pede indiciamento de ex-dirigente da Vale

O rompimento da barragem provocou 249 mortes e poluiu o Rio Paraopeba. (Foto: Divulgação)

O relatório que investiga o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), foi aprovado nesta quinta-feira (2), ao ser apresentado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado. No documento, o senador Carlos Viana (PSD-MG) pede o indiciamento da Vale, operadora da mina, e da empresa alemã Tuv Sud, responsável pelo laudo de estabilidade da barragem que se rompeu em 25 de janeiro deste ano.

A lista também inclui 14 pessoas físicas como o ex-presidente da mineradora Fábio Schvarstman e dois engenheiros da Tuv Süd, Makoto Namba e André Yassuda. O relator pediu que eles respondessem por crimes culposos (sem intenção) de homicídio; lesão corporal; de destruição de flora de preservação permanente e de Mata Atlântica; e de poluição culposa, que provoca a mortandade de fauna e flora, com inviabilização de área para ocupação humana.

O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), no entanto, questionou os pedidos de indiciamento por crimes culposos. Para Kajuru, diante da gravidade dos fatos, os indiciados devem responder por prática de dolo eventual, ou seja, quando a pessoa, mesmo sem desejar o resultado delituoso, assume o risco de produzi-lo.

Viana concordou em alterar o relatório, trocando crime culposo por dolo eventual, se assim fosse decidido pela comissão. “É um trabalho feito por toda a CPI. Nós apresentaremos conjuntamente, porque é um trabalho nosso. Será aceito com muita humildade”, disse o senador. Ele, no entanto, alertou sobre a importância de se fazer um relatório com base em critérios técnicos. Mesmo aceitando a sugestão, Viana afirmou que ainda não existe embasamento técnico para caracterizar dolo eventual.

Considerado um dos maiores desastres ambientais ocorridos no país, a queda da barragem em Brumadinho causou a morte de 232 pessoas e 40 ainda seguem desaparecidas. Além disso, o Rio Paraopeba, afluente do São Francisco, foi poluído.