Últimas Notícias > Notícias > Mundo > Manifestantes são dispersados com gás lacrimogêneo em Hong Kong em novo dia de protestos

Focos de queimada na Amazônia superam a média histórica de agosto, diz o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Imagens da Nasa mostram as dimensões dos incêndios da Amazônia. (Foto: Nasa/Divulgação)

O mês de agosto já registra mais focos de queimadas na Amazônia do que a média dos últimos 21 anos, segundo os dados deste domingo (25) do Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No site do instituto, em 25 dias de agosto, o bioma amazônico registrou 25.934 focos de incêndio, número ligeiramente acima da média da série histórica para este mês (25.853) que abrange os anos entre 1998 e 2018.

O pesquisador do Programa Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, confirmou que, embora a diferença seja pequena, este mês ultrapassou a média. O especialista alertou que esta diferença deve aumentar considerando que falta uma semana para o fim do mês.

Para a especialista em queimadas do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), Ane Alencar, estes dados confirmam os alertas do Deter de junho e julho sobre o desmatamento que estão diretamente relacionados com os focos de queimadas.

G7

Chefes de Estado e governo do G7 que participam de sua 45ª conferência de cúpula acordaram sobre o envio de ajuda aos países afetados pelos incêndios na Região Amazônica “o mais rápido possível”, declarou neste domingo o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron.

Ele acrescentou que os líderes das maiores potências econômicas avançadas estão se aproximando de um consenso sobre como ajudar a extinguir o fogo e reparar os danos resultantes. Trata-se de encontrar os mecanismos apropriados, tanto técnicos quanto financeiros, acrescentou, e “tudo depende dos países da Amazônia”, que compreensivelmente defendem sua soberania.

“Mas o que está em jogo na Amazônia, para esses países e para a comunidade internacional, em termos de biodiversidade, oxigênio, a luta contra o aquecimento global, é de tal ordem, que esse reflorestamento tem que ser feito”, advertiu.

Embora 60% da Região Amazônica se situe no Brasil, a maior floresta do mundo também se estende por oito outros países: Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela, e até mesmo o departamento ultramarino da França, Guiana Francesa.

Na qualidade de atual presidente do G7, Macron colocara os incêndios amazônicos no topo da agenda da cúpula, após declará-los emergência global. Numa iniciativa controversa, ele também ameaçou não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre a União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), devido às “mentiras” do presidente Jair Bolsonaro quanto a seu real comprometimento climático e ambiental.

Um vídeo gravado pelas câmeras oficiais da cúpula mostrou uma reunião em que líderes europeus discutem justamente a crise na Amazônia. Nas imagens, divulgadas no sábado pela agência Bloomberg, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, aparece afirmando aos colegas que pretende discutir a situação das queimadas diretamente com o presidente Jair Bolsonaro.

Além de Merkel e Macron, também estavam à mesa o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o premiê italiano, Giuseppe Conte.

Deixe seu comentário: