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Mudam os ventos da sucessão

Beto Albuquerque, Any Ortiz, Gustavo Paim e Sebastião Melo. (Foto: Bruno Bertuzzi/Divulgação)

Mudam os ventos da sucessão

A possibilidade de mais de 12 candidatos concorrerem à Prefeitura de Porto Alegre era a mais cogitada. Com número maior de pretendentes, aumenta a chance de qualquer partido chegar ao segundo turno. A premissa começou a ser desfeita. Ontem, no restaurante 360 da Orla Moacyr Scliar, reuniram-se o vice-prefeito Gustavo Paim (Progressistas, ex-PP), o ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB) e os deputados estaduais Sebastião Melo (MDB) e Any Ortiz (Cidadania, ex-PPS).

Em direção às alianças

Da conversa de três horas, surgiram conclusões: 1ª) os graves problemas da cidade só poderão ser enfrentados com um projeto consistente; 2ª) a ideia  ficará mais viável com alianças fortes. Significaria uma espécie de antecipação do segundo para o primeiro turno; 3ª) a mesma estratégia passou a ser cogitada por PT, PC do B e outros partidos de esquerda; 4ª) se a tendência se confirmar, haverá no máximo sete candidatos.

Vê uma saída

O governo espera que, até terça-feira, será derrubada a liminar que impede a votação do Código Estadual do Meio Ambiente em regime de urgência. Se não conseguir, enviará um projeto de lei contendo número reduzido de mudanças e não mais intitulando sua iniciativa como novo Código.

Assim caminham as finanças

O site Transparência do governo do Estado mostra que, de 1º de janeiro deste ano até 31 de outubro, as receitas somaram 54 bilhões e 851 milhões de reais. Os gastos foram a 59 bilhões e 851 milhões. O rombo está claro.

Difícil sustentar

Motivo de preocupação dos servidores e radiografia da penúria dos cofres: o Instituto de Previdência do Estado deve 45 milhões de reais à Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre por serviços já prestados.

Caravana da miséria

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro prestou um grande serviço com a pesquisa que fez, baseando-se em dados oficiais de todos os municípios do país. Exemplo: 1 mil e 856 não se sustentam, porque a receita gerada no próprio município não é suficiente nem para custear a Câmara de Vereadores e a estrutura administrativa do Executivo. Em média, gastaram, no ano passado, 4  milhões e 500 mil reais com essas despesas e geraram apenas 3 milhões de reais de receita local.

Derruba o argumento demagógico de vaidosos que querem emancipar distritos, de qualquer jeito, para transformá-los em municípios.

Disparada

Quando foi promulgada a Constituição, em 1988, havia 3 mil e 900 municípios no País. Atualmente, são 5 mil e 570. O acréscimo ajudou a fazer com que a carga tributária pulasse de 24 por cento do Produto Interno Bruto para 37.

Efeito do caixa vazio

Ressurgiu ontem no Palácio Piratini a proposta de assessores que não andou durante o governo Sartori: instituir o Dia Mensal da Poupança. Seriam 24 horas de contenções, indo do cafezinho a diárias, passando pelo xerox e telefonemas, entre outras despesas. Ao final, seria feita a conta da economia.

Recorde mundial

Levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação contabilizou de 1988, ano da promulgação da Constituição Federal, até o ano passado, 390 mil normas sobre impostos. A soma inclui o que foi editado nos governos federal, estaduais e municipais.

Operação para derrubar audiência

A senadora Soraya Thronicke, do PSL de Mato Grosso do Sul, protocolou projeto de lei que pretende levar A Voz do Brasil também para a televisão. É o que se chama vontade incontida de aparecer.

Grande desafio

Dirigentes de partidos encomendam a especialistas em marketing fórmula mágica para diminuir votos em branco, nulos e abstenções. Lutarão para que não aumente a Legião dos Eleitores de Ninguém.

Ponto em comum

A esquerda caviar e a direita escocesa comemoram a queda na cotação do dólar.