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No tratamento da pele, luzes e lasers não param de avançar

Procedimentos que unem medicina e tecnologia embelezam e curam doenças. (Foto: Reprodução)

Um coringa no tratamento da pele. Por sua versatilidade, o tratamento com luzes e lasers não para de avançar. Nos últimos 15 anos, uma grande evolução nessa área abriu ainda mais o leque de possibilidades tanto na busca por uma pele mais bonita quanto no tratamento de doenças. Uma seara que mistura com maestria medicina e física.

“O laser tem suas indicações, limitações e contraindicações. Não existe um tipo de laser que faz tudo. O dermatologista avaliará o mais indicado e escolherá os parâmetros com que os disparos são feitos. Não há uma receita de bolo e o procedimento não se limita a apertar botões em uma máquina. É isso que diferencia o dermatologista de um profissional não médico”, afirma Beni Moreinas Grinblat, dermatologista assessor do Departamento de Laser e Tecnologias da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).

Dentre as tecnologias mais utilizadas estão a luz pulsada com diferentes comprimentos de onda; a luz infravermelha, os lasers para remoção de pelos, como o Diodo; os lasers vasculares, como o Nd:Yag; os lasers para remoção de tatuagens, como os Q-Switched; e os lasers fracionados ablativos e não ablativos, como o laser CO2 fracionado e Erbium fracionado.

De acordo com a dermatologista Taciana Dal’Forno Dini, coordenadora do Departamento de Laser e Tecnologias da SBD, a luz intensa pulsada é indicada para a melhora de manchas causadas pelo sol, dilatações vasculares e também para estímulo do colágeno, substância que dá firmeza à pele:

“Assim como o laser, a luz intensa pulsada não deve ser aplicada na pele bronzeada. Essa tecnologia produz melhora progressiva com as sucessivas aplicações. Logo após a aplicação, é comum a pele do rosto ficar rosada e com acentuação das manchas por até sete dias.

Já a luz infravermelha e o ultrassom microfocado são utilizados no tratamento e na prevenção da flacidez, uma vez que estimula a contração imediata do colágeno e a posterior formação da substância.

Enquanto a luz intensa pulsada permite diferentes comprimentos de onda, cada tipo de laser tem um comprimento de onda específico. E é isso que determina qual será o seu alvo e sua função na Dermatologia.

Com sua eficácia já estabelecida na diminuição permanente de pelos, os lasers para depilação vêm sendo usados há mais de 15 anos. Já os lasers vasculares possuem como alvo a hemoglobina, que se encontra dentro dos vasos, melhorando o aspecto de lesões decorrentes da dilatação vascular e eliminando vasos capilares finos que aparecem sob a superfície da pele.

“Já o laser de picossegundos é uma inovação que melhora a eficácia e diminui a chance de ocorrer efeitos não desejados, como manchas ou cicatrizes”, explica Taciana.

O leque de opções se abriu ainda mais nos últimos anos, com a chegada dos lasers fracionados ablativos e não ablativos.

“Por serem fracionados, aumentam a segurança das aplicações. São utilizados principalmente para o rejuvenescimento e para o tratamento de cicatrizes e estrias”, diz a dermatologista.

No campo da dermatologia clínica, os lasers também também podem ser usados contra doenças como câncer de pele (terapia fotodinâmica), onicomicoses, acne e rosácea.

“O laser é um tratamento seguro quando usado de forma adequada. Sabemos como a pele reage na hora da aplicação e como ela vai ficar depois, o que é fundamental para se atingir o resultado esperado”, diz Taciana.

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