Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

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Capa – Magazine Joaquin Phoenix emagreceu 23 quilos para interpretar vilão no filme “Coringa”

Joaquin Phoenix em outubro de 2017 e depois em setembro de 2018. (Foto: Reprodução)

“Coringa” ganhou seu primeiro trailer no dia 28 de agosto. No mesmo dia o Los Angeles Times publicou uma entrevista em que Todd Phillips, diretor do filme, fala sobre a preparação do personagem. Segundo o cineasta, Joaquin Phoenix emagreceu 23 quilos para dar vida ao vilão.

Todd afirmou que a ideia foi fazer um filme de quadrinhos de uma maneira diferente. “Todos nós crescemos com os estudos de personagens, e eles são poucos e distantes dos dias de hoje. Então foi como, ‘Vamos mergulhar fundo em um desses caras de maneira real’. Ninguém vai voar nele [filme]. Nenhum edifício vai entrar em colapso. Só vai estar no chão”, disse.

Dar uma perspectiva mais realista para uma história de quadrinhos era uma das prioridades do diretor. “Queríamos ver tudo através de uma lente o mais real e autêntica possível. Não acredito que, no mundo real, se você caísse em uma cuba de ácido, ficasse branco e tivesse um sorriso, e seu cabelo seria verde. Então você começa a engenharia reversa dessas coisas e isso se torna realmente interessante.”

Coringa estreia nos cinemas brasileiros em 3 de outubro para contar a origem do mais conhecido personagem da galeria de vilões do Batman.

Leão de Ouro

“Coringa”, de Todd Philips, obteve o Leão de Ouro de melhor filme do festival de Veneza. O cineasta recebeu o prêmio junto a Joaquin Phoenix, que faz uma extraordinária interpretação do célebre vilão no filme.

É a primeira vez que um longa sobre um personagem dos desenhos de super-heróis obtém o reconhecimento mais importante de um dos festivais mais prestigiados do mundo.

Embora Coringa pouco tenha a ver com a maioria desses filmes: é o escuro retrato de como o anódino palhaço aspirante a cômico Arthur Fleck, educado pela sua mãe para “dar risos e alegrias ao mundo”, se transforma pouco a pouco em um impiedoso assassino. O júri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel ergue assim um dos filmes mais celebrados pela crítica durante o festival, e o coloca em um trampolim notável pela corrida para os Oscar.

O segundo prêmio mais importante do festival foi para seu convidado mais criticado: Roman Polanski. J’accuse – O oficial e o espião  se consagra com o Grande Prêmio do Júri, recebido pela atriz e esposa do diretor, Emmanuelle Seigner: o cineasta polonês não viajou à Mostra, já que evita qualquer país que possa lhe extraditar aos EUA, onde a justiça ainda o persegue pelo estupro de uma menor em 1977. Martel gerou uma enorme polêmica no início do festival, quando declarou que não assistiria à projeção de gala do filme, para não ter de aplaudir Polanski. A diretora esclareceu, ao mesmo tempo, que não tinha “preconceitos” para nenhum filme do concurso, confirmado depois pelo reconhecimento dado ao filme de Polanski.

Roy Andersson obteve o prêmio de melhor direção por About Endlessness. O ator italiano Luca Marinelli conquistou a Copa Volpi de melhor ator por Martin Eden enquanto o prêmio para a melhor interpretação feminina foi para Ariane Ascaride, por Glória Mundi. O cineasta de Hong Kong Yonfan obteve o prêmio ao melhor roteiro pelo filme animado Não. 7 Cherry Lane.

A brasileira Bárbara Paz ganhou o prêmio de Melhor Documentário na mostra Clássicos por Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, que narra a trajetória de Hector Babenco, com quem Paz ficou casada até sua morte, em 2010.

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