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O príncipe Charles passeia por Havana e inaugura uma estátua de Shakespeare

A visita histórica de Charles é parte de um giro pela região caribenha. (Foto: Reprodução)

O príncipe Charles e sua mulher, Camilla, aterrissaram no domingo (24) em Havana para a primeira visita oficial da família real britânica a Cuba, ao mesmo tempo em que um dos principais parceiros do país europeu – os Estados Unidos – tenta isolar cada vez mais a ilha.

Pouco depois de chegar em um avião da Força Aérea Real, o herdeiro do trono britânico de 70 anos depositou uma coroa de flores no memorial dedicado ao líder da independência de Cuba, José Martí, localizado na Praça da Revolução.

A visita histórica é parte de um giro pela região caribenha. A agenda inclui visitas a cidades históricas de Cuba, a uma fazenda orgânica e a um centro de pesquisa biomédica.

A visita real ocorre três anos depois que o ex-presidente americano Barack Obama foi ao país, em um ato que ficou conhecido como o início de um novo capítulo dos laços entre os velhos inimigos da Guerra Fria. Desde que Donald Trump assumiu a Casa Branca, contudo, os Estados Unidos voltaram a pressionar Cuba, incluindo o aperto de seu embargo comercial à ilha.

O governo britânico pediu ao casal real que passasse por Cuba durante sua viagem ao Caribe com o objetivo de aumentar os laços comerciais e culturais e a influência política na região. O comércio britânico com o país caribenho foi de menos de US$ 100 milhões em 2018.

Estátua

O príncipe Charles inaugurou na segunda-feira uma estátua do dramaturgo inglês William Shakespeare no centro colonial restaurado de Havana, como parte da primeira visita oficial de um membro da realeza britânica à Cuba.

O príncipe de Gales e sua mulher Camila foram guiados pela cidade por Eusebio Leal, um historiador reconhecido por supervisionar a restauração do centro histórico da capital cubana. Usando óculos escuros para se proteger do sol caribenho, o herdeiro de 70 anos do trono britânico parou para conversar com turistas e cubanos durante seu passeio.

Sua visita de três dias visa fortalecer os laços entre o Reino Unido e Cuba como parte de uma normalização mais ampla das relações da ilha com o Ocidente, embora o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha tentado desfazer uma trégua entre Cuba e os EUA.

“Ele me disse que a melhor coisa do meu estabelecimento era o ar-condicionado”, brincou Josefina Hernández, de 58 anos, que administra uma barbearia privada em Havana Velha que Charles parou para visitar, sentando em uma das antigas cadeiras giratórias de couro vermelho. “Eu nunca imaginaria que um príncipe seria tão pé no chão, e que ele escolheria um lugar tão humilde para sentar e conversar. Ele disse que ele tinha acabado de cortar seu cabelo, então não precisava de um outro corte.”

O príncipe visitou proprietários de várias empresas privadas que surgiram na última década, desde que Cuba começou a abrir sua economia à livre iniciativa. Charles também visitou uma oficina que treina centenas de jovens em técnicas de restauração, necessárias para a manutenção de Havana, que foi fundada em 1519.

O casal real parou em vários pontos para ouvir bandas tocando música tradicional cubana, incluindo Guantanamera, mas não visitou um jardim memorial para a princesa Diana, a primeira esposa de Charles, que havia sido renovada para a ocasião de sua visita.

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