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O Sistema Solar pode sair ileso da colisão entre a Via Láctea e Andrômeda

Movimentos estelares de Andrômeda. (Foto: Divulgação/ESA)

Um estudo publicado no periódico “Astrophysical Journal” fez uma previsão mais otimista sobre um evento que há alguma tempo chama a atenção astrônomos do mundo todo: a futura colisão da galáxia Andrômeda com a Via Láctea. De acordo com pesquisadores, o fenômeno só acontecerá daqui a 4,5 bilhões de anos e não 3,9 bilhões como era previsto anteriormente, e o Sistema Solar poderá sair ileso desse choque.

Além de estender o tempo até a colisão das duas galáxias, os cientistas constaram que o choque não deve ser frontal, mas uma onda lateral, que não deve causar uma destruição tão grande quanto a que era prevista inicialmente. Devido a isso, o nosso Sistema Solar poderá sobreviver à colisão entre as duas galáxias.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas utilizaram dados captados pelo telescópio Gaia, da Agência Espacial Europeia. O telescópio está captando dados para construir um mapa 3D das estrelas que circundam a Via Láctea, parte desses dados ajudaram a construir a nova hipótese sobre a colisão das galáxias.

“Nós vasculhamos os dados de Gaia para identificar milhares de estrelas individuais em ambas as galáxias e estudamos como essas estrelas se moviam dentro de seus lares galáticos”, afirmou Mark Fardal, pesquisador do Instituto de Ciência e Telescópio Espacial. Essa é a primeira vez que os cientistas medem precisamente como as galáxias se movem no universo. Após a colisão, Via Láctea e Andrômeda devem se fundir.

Terceiro exoplaneta

Cientistas anunciaram o terceiro planeta extrassolar – isto é, que orbita uma estrela que não nosso Sol – descoberto pelo Tess, novo observatório espacial da Nasa lançado em abril do ano passado com o objetivo de buscar estes objetos, também conhecidos como exoplanetas.

Segundo os pesquisadores, o planeta, designado HD 21749b, orbita uma estrela anã a cerca de 53 anos-luz de distância na direção da constelação austral de Reticulum (Rede). Com tamanho estimado em aproximadamente três vezes o da Terra, ele está no limite inferior de um tipo conhecido como “sub-Netuno”.

O HD 21749b também é o exoplaneta que orbita mais afastado de sua estrela entre os três detectados pelo Tess até agora, com um “ano” de 36 dias, contra um período orbital de 6,3 dias de Pe Mensae b, uma “super-Terra” a cerca de 60 anos-luz de distância na direção da constelação de Mensa, e de apenas 11 horas no caso de LHS 3844b, mundo rochoso pouco maior que o nosso, encontrados anteriormente.

Como a “estrela-mãe” do novo exoplaneta é um pouco menor e mais fria que o Sol, os cientistas liderados por Diana Dragomir, do Instituto Kavli de Astrofísica e Pesquisas Espaciais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, calculam que a temperatura na sua superfície deve girar em torno dos 148 graus Celsius, relativamente amena tendo em vista sua proximidade da estrela.

Mas o que surpreendeu mesmo os cientistas foi a massa no novo exoplaneta. De acordo com as estimativas, apesar de ter um diâmetro cerca de três vezes maior que a Terra, ele tem aproximadamente 23 vezes a massa de nosso planeta. E embora seja improvável que tenha natureza rochosa, sua atmosfera deve ser muito mais densa que as dos nossos vizinhos Urano e Netuno.

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