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Pesquisadores desenvolveram drone que desvia de objetos que estejam na rota dele; veja como funciona

O drone foi programado para reagir de forma completamente autônoma. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, adaptaram um drone para desviar todos os tipos de objetos. Os “quadrocopters” são capazes de fazer isso enquanto mantêm a trajetória ou estão em repouso, e são até capazes de evitar aqueles que estão perto e em alta velocidade.

O drone foi programado para reagir de forma completamente autônoma. “Queríamos realmente ultrapassar os limites e ver do que esses robôs são capazes”, disse Davide Falanga, da Universidade de Zurique. O The Verge aponta que dar aos drones um recurso de “auto-desvio” seria útil para muitos casos. Isso os tornaria mais seguros, permitindo-lhes desviar de pássaros ou seres humanos próximos e também seria positivo para projetos militares e policiais.

Os criadores do protótipo explicam que ainda é muito cedo para os drones convencionais desfrutarem dessa incrível agilidade evitando objetos. A razão é que não basta apenas programá-los. Eles também precisam trazer a chamada câmera de evento, que é rara em ambientes fora de laboratórios e custa milhares de dólares. Ou seja, vai levar algum tempo até que se torne uma tecnologia comumente usada.

O segundo problema é que os drones convencionais não estão preparados para reagir com extrema rapidez. Todos os motores de drones que foram adaptados são modificados para alterar sua operação e mudar o curso em décimos de segundo. Falanga explica que que nenhum drone comercial atual está preparado para reagir a essas velocidades. O que mais se aproxima dele em termos de reação de forma autônoma é o Skydio R1, mas “ele ainda se esforça em demasia para evitar objetos em movimento”.

Por enquanto os pesquisadores apontam que esse tipo de drone pode se popularizar, mas levará anos de desenvolvimento para reduzi-los a um custo razoável. “Absolutamente, acho que a longo prazo, vamos ver mais e mais uso dessas câmeras e, claro, desses drones”, conclui Falanga.

Ambientes fechados

A medida que o mercado de drones começa a se tornar saturado, empresas bucam explorar outras áreas em que estes dispositivos possam atuar. Assim, a Pensa já faz drones que escaneiam prateleiras de lojas e rastreiam estoques, a Verity Studios investe em dispositivos que possam sobreviver a colisões da hélice e, entre essas empresas do ramo, a Flyability, uma empresa filiada à EPFL, universidade suíça conhecida internacionalmente pela sua atuação na área de robótica, está lançando o Elios 2.

O primeiro drone de produção da empresa dependia de uma gaiola para proteger as sensíveis hélices de colisões catastróficas. O Elios 2 repensa o design de proteção mecânica passiva com inteligência adicional no controlador de vôo e nos motores. Tudo isso é acompanhado por 7 sensores de estabilidade de visão para funcionamento sem GPS, uma obrigação quando se trabalha de ambientes fechados.

“[A tolerância à falhas] é o verdadeiro capacitador para coletar dados nos lugares fechados e hostis, onde nossos clientes estão buscando as atuações dos drones”, diz Patrick Thévoz, CEO da Flyability. Ele tem o objetivo de ser um drone para uso comercial em espaços internos e, para funcionar com sucesso, existem algumas aplicações que precisam ser feitas, como, por exemplo, garantir que ele não colida com paredes.

“Até o momento, mais de 550 drones da Elios foram implantados em mais de 350 locais, para inspecionar infraestruturas críticas em setores diversos, como geração de energia, mineração, petróleo e gás e produtos químicos e até mesmo operando em áreas radioativas de usinas nucleares”, explicou Thévoz.

 

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