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Filme épico com Robert de Niro e Al Pacino chega à Netflix em novembro

Al Pacino e Robert De Niro, em “The irishman”, filme sobre a máfia dirigido por Martin Scorsese. (Foto: Divulgação)

Em novembro, Martin Scorsese completará 77 anos. Um dos diretores mais brilhantes de sua geração, ele brindará o público com o que promete ser uma nova obra-prima: “The irishman” (“O irlandês”), cujo trailer já está disponível. Num panorama cinematográfico onde imperam comédias rasas ou filmes de aventuras que ocupam centenas de salas, os amantes da sétima arte poderão se esbaldar com esse encontro de veteranos. O elenco é encabeçado por Robert de Niro (76 anos), Al Pacino (79) e Joe Pesci (76), atores cuja química já foi testada em diversas ocasiões.

Assim como em produções anteriores, como “Os bons companheiros”, “Os infiltrados” e “Cassino”, Scorsese fala da máfia e do seu papel na construção da identidade dos Estados Unidos como nação. Há inclusive menção a uma possível participação da Cosa Nostra no assassinato de John Kennedy. Essa também é uma história de violência, traição, reminiscências e perdas. O filme é baseado no livro “I heard you paint houses”, de Charles Brandt – “Eu soube que você pinta casas” era um eufemismo utilizado para identificar matadores de aluguel. A expressão foi criada porque o sangue das vítimas, normalmente abatidas a tiros, espirrava nas paredes… A Netflix bancou o projeto de mais de 150 milhões de dólares de Scorsese, cuja estreia nos cinemas ocorrerá no começo do próximo mês e, no streaming, no dia 27 de novembro.

São quase três horas e meia de projeção. Na abertura, a câmera percorre os corredores de um asilo até chegar a um idoso, o responsável pela narrativa de seus crimes e sobre os comparsas a quem serviu. Ele é Frank Sheeran, o irlandês interpretado por De Niro, que aprende a matar no Exército, ao servir durante a Segunda Guerra Mundial. Depois passa a trabalhar para o mafioso Russell Bufalino (Joe Pesci) e se torna o principal suspeito do assassinato do líder sindical Jimmy Hoffa, vivido por Pacino. Ao rememorar sua trajetória, ele lembra que, nos anos de 1950, “Hoffa era tão famoso quanto Elvis Presley”. Scorsese usou recursos digitais para “remoçar” o trio, uma vez que a história cobre décadas das vidas dos personagens. Os setentões, na frente e atrás das câmeras, estão mais afiados do que nunca.