Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019

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Mundo Sob pressão europeia, o Brasil costura com Estados Unidos e Israel ajuda para Amazônia

Imagem da Nasa do último dia 19 mostra focos de incêndio na Amazônia. (Foto: Nasa/Divulgação)

Pressionado por governos europeus por causa das queimadas na Amazônia, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) mantém conversas com os EUA e Israel sobre a possibilidade de os dois países aliados auxiliarem no combate aos incêndios na região Amazônia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

No início da noite desta sexta-feira (23), o presidente dos EUA, Donald Trump, telefonou a Bolsonaro, escreveu em suas redes sociais sobre o tema — sua primeira manifestação a esse respeito — e ofereceu ajuda para combater os focos de queimada.

“Acabei de falar com o presidente Jair Bolsonaro (…) Disse que se os EUA puderem ajudar com os incêndios na Floresta Amazônica, estamos prontos para dar assistência”, escreveu, afirmando ainda que os prospectos para a relação comercial entre os dois países são “muito animadores”.

O tuíte de Trump é um claro contraponto às críticas do presidente da França, Emmanuel Macron, que foi às redes sociais falar que as queimadas são uma “crise global” e convocar uma reunião de emergência a respeito da Amazônia na cúpula do G7 neste fim de semana, à qual Trump estará presente. A menção a comércio também faz parte da resposta, já que Macron ameaça barrar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Mais tarde, em cadeia nacional de televisão, o próprio Bolsonaro afirmou que havia países que, além de oferecerem ajuda, se prontificaram a “levar a posição brasileira junto ao G7” — alusão óbvia aos Estados Unidos de Trump, único dos sete integrantes até agora a manifestar apoio ao Brasil.

De acordo com relatos feitos à Folha, estudos estão sendo feitos para definir qual poderia ser a atuação de EUA e Israel no combate ao fogo. Israelenses e americanos, por sua vez, estão dedicados a entender qual o tamanho do problema enfrentado pelo Brasil e se eles teriam condições de enviar tecnologia e pessoal para a região amazônica.

Um apoio dos dois países na contenção das queimadas ainda é visto como uma possibilidade, mas seria um gesto importante para tentar mostrar que o país não está isolado internacionalmente na questão amazônica.

Em tom semelhante ao adotado por Bolsonaro na véspera, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Luiz Ramos, escreveu em redes sociais nesta sexta-feira (23) que o Brasil não precisa de discursos e defendeu ajuda prática, citando Israel como exemplo.

“A Amazônia brasileira é de responsabilidade do Brasil e do seu povo!! Não precisamos de discursos, de cunho intervencionista e sim de atitudes práticas de países que querem ajudar!! O recente exemplo de Israel em Brumadinho, diz muito mais do que palavras sem efeito prático!!”, escreveu.

O governo Bolsonaro tem afirmado que não precisa do dinheiro de países como Alemanha e Noruega, que recentemente suspenderam repasses de verbas para o Brasil pelo aumento do desmatamento.

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