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Mundo Um médico é suspeito de ter abusado de 95 pacientes menores na Áustria

A identidade do médico não foi revelada para preservar a dignidade das vítimas. (Foto: Reprodução)

Um médico do norte da Áustria foi acusado de abusar sexualmente de pelo menos 95 pacientes menores, informou a promotoria de Wels nesta terça-feira (23), após meses de investigação.

O especialista disse a suas vítimas, todos meninos e muitos deles com menos de 14 anos, que essas práticas faziam parte do tratamento médico, o que permitiu a ele continuar com seu procedimento desde 2000, sem ser denunciado, explicou a promotoria.

Uma das crianças finalmente registrou a queixa que levou à prisão do médico em janeiro, após a qual houve uma enxurrada de testemunhos. Atualmente, foram identificadas 95 supostas vítimas.

A identidade do médico e o lugar onde ele exercia sua profissão – de acordo com a imprensa, uma pequena cidade na província – não foram revelados para preservar a dignidade das vítimas.

O médico, que será julgado nos próximos meses, poderá ser condenado a 15 anos de prisão.

Caso brasileiro de abuso por médico 

No Brasil o médico José Hilson de Paiva, prefeito afastado de Uruburetama, está preso acusado de abusar sexualmente de pacientes durante consultas ginecológicas no Ceará. No interrogatório, o médico confessou à polícia que fez filmagens durante 30 anos, mas disse que “parou há dois anos”. “Ele diz que isso virou um vício”, afirmou Joseanna Oliveira, delegada que investiga o caso.

O programa de televisão Fantástico mostrou dezenas de abusos cometidos dentro do consultório e gravado pelo próprio acusado. Hilson Paiva foi preso preventivamente na tarde de sexta-feira (19), após pedido do MPCE (Ministério Público do Ceará). A prisão foi determinada pelo juiz José Cléber Moura do Nascimento, que considerou a medida necessária para preservar as provas e evitar a influência do prefeito nas investigações.

“As informações constantes dos autos, os supostos abusos sexuais, foram praticados contra ao menos 18 vítimas e persistiram após a divulgação, no ano de 2018, dos primeiros relatos”, escreveu o juiz.

“Eis que da leitura das peças, depreende-se que o representado vem utilizando sua influência para se manter impune ao longo de vários anos, do que se pode deduzir a possibilidade de ele, o representado, em liberdade embaraçar a investigação policial e a instrução criminal”, afirmou.

O advogado do médico, Leandro Vasques, entrou com um pedido de prisão domiciliar na Justiça. Segundo a defesa, José Hilson de Paiva tem 70 anos e sofre de doenças cardíacas e na próstata. Para Vasques, o prazo para que as vítimas apresentassem a queixa contra o médico já se esgotou.

A Justiça do Ceará, porém, negou o pedido da defesa e manteve a prisão preventiva do médico. No sábado, ele passou por uma audiência de custódia na Comarca de Itarema, município no interior do Ceará. As informações são da revista IstoÉ e portal G1.

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