Domingo, 17 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de abril de 2026
Uma onda de bombardeios feitos por Israel na quarta-feira (8) causou mortes e destruição no Líbano. Foram 160 mísseis disparados contra o território libanês em um intervalo de 10 minutos. O ataque deixou mais de 300 mortos e diversos edifícios destruídos.
Os bombardeios atingiram cerca de 100 alvos do grupo terrorista Hezbollah em diversas regiões do Líbano, inclusive em Beirute, segundo o Exército israelense. Além da capital, os ataques também atingiram regiões no sul do país, de ambos os lados do rio Litani, o leste e o extremo norte libanês.
Vídeos e fotos mostraram a intensidade do ataque. Mísseis israelenses foram vistos atingindo prédios e cidades libanesas. Prédios foram reduzidos a escombros e, desde então, equipes de resgate libanesas se mobilizaram para resgatar as vítimas.
O governo libanês afirmou que os bombardeios israelenses deixaram 303 mortos e quase 900 feridos. Entre os mortos, mais de 180 são apenas em Beirute. O ataque ocorreu no meio do dia, e alguns dos vídeos mostram que havia muita gente na rua da capital libanesa.
O Exército israelense admitiu que atingiu áreas densamente povoadas no Líbano com seus mísseis, porém, alegou ser necessário porque membros do Hezbollah se esconderam entre os civis. A pasta disse também que emitiu ordens de evacuação para as regiões que seriam alvejadas.
Contexto: o conflito entre Israel e Hezbollah foi retomado no início de março, após o grupo terrorista (que é apoiado por Teerã) lançar ataques aéreos contra o território israelense, em retaliação a bombardeios de Israel a alvos no Irã. As ações mergulharam o Líbano em uma crise humanitária.
O ataque, que Israel disse ser “a maior onda de bombardeios” da guerra contra o Hezbollah, ocorreu horas após o início de um cessar-fogo no conflito no Oriente Médio. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, alegou que a frente do conflito no Líbano não se aplica ao acordo. O presidente dos EUA, Donald Trump, saiu em defesa de Israel.
O mediador Paquistão, no entanto, disse explicitamente que o Líbano está incluso na trégua. O Irã, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz por conta disso, além de dizer que o país “pagará caro” e será “punido” se prosseguir com os ataques. Mesmo assim, Netanyahu disse nessa quinta que os bombardeios continuariam. Posteriormente, no entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que deu instruções para que Israel inicie negociações de paz com o Líbano, que também incluiriam o desarmamento do Hezbollah. A informação foi divulgada pela agência Reuters.
“Tendo em vista os repetidos pedidos do Líbano para iniciar negociações diretas com Israel, instruí ontem o gabinete a iniciar negociações diretas com o Líbano o mais breve possível. As negociações se concentrarão no desarmamento do Hezbollah e no estabelecimento de relações pacíficas entre Israel e o Líbano”, disse Netanyahu em comunicado.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!