Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de setembro de 2015
O julgamento sobre doações de empresas a campanhas eleitorais, a liberação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) da apreciação de ação que pede a cassação da presidenta da República, Dilma Rousseff, o envio do novo pacote fiscal pelo governo federal. Nas últimas semanas, foram muitos os assuntos que fizeram despertar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar mendes. A verborragia do magistrado lhe rendeu até uma possível ação judicial movida pelo PT. Mas nem assim ele parou. Na sexta-feira, ele afirmou que o PT tinha o “plano perfeito” para se “eternizar” no poder, mas que a Operação Lava-Jato, “estragou tudo”.
“O partido já tinha esse dinheiro. Estava captando, como vocês sabem, nesse modelo que está sendo revelado da Lava-Jato. O que atrapalhou todo esse projeto, que era um projeto de consolidação do grupo do poder, no poder, eternização? O que atrapalhou? A Lava-Jato. A Lava-Jato estragou tudo. Evidente que a Lava-Jato não estava nos planos. O plano era perfeito, mas não combinaram com os russos”, completou o ministro.
Outras frases
“Se havia um setor no TSE que era um faz de contas, era o setor de contas. Juntavam-se papéis”, disse o magistrado no dia 10 deste mês, referindo-se sobre a fiscalização de contas eleitorais.
Outra declaração polêmica feita, no dia 16 deste mês, sobre o julgamento das doações empresariais para partidos: “O partido [o PT] que mais leva vantagem na captação de recursos das empresas privadas agora, como madre Tereza de Calcutá, defende o fim do financiamento privado”. Sobre possível ação do PT: “Não roubam só para o partido, roubam para comprar quadros. Isso lembra o encerramento do regime alemão quando se descobriu que os quadros do partido tinham quadros, tinham dinheiro no exterior, é o que estamos vivendo aqui.”
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