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Mundo Vice-presidente dos Estados Unidos é vacinado contra a Covid-19 em evento com transmissão ao vivo

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Mike Pence foi acompanhado da esposa.

Foto: Reprodução/Twitter
Mike Pence (sentado, à esquerda) disse que busca "promover a segurança e a eficácia" da vacina. (Foto: Reprodução/Twitter)

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que tem 61 anos, recebeu publicamente, junto com sua esposa, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech nesta sexta-feira (18).

A aplicação em público é um esforço do governo para incentivar a vacinação no país, embora o presidente Donald Trump, que contraiu a Covid-19 em outubro, não tenha informado que irá tomar a vacina.

“Não senti nada. Muito bem”, disse Pence após ser vacinado.

“Hoje, [minha esposa] Karen e eu queríamos dar um passo à frente e tomar esta vacina para garantir ao povo americano que, embora a gente tenha reduzido a burocracia, não pegamos atalhos”, complementou Pence.

“O povo americano pode ter certeza: temos uma e talvez duas vacinas seguras”, afirmou o vice-presidente sobre a aprovação esperada da FDA para a vacina da Moderna. A vacina da Pfizer-BioNTech foi a primeira a ser aprovada.

“Construir confiança na vacina é o que nos traz aqui esta manhã”, disse Pence. Além dele e de sua esposa, Karen, o cirurgião-chefe do governo Jerome Adams também foi vacinado durante o evento televisionado na Casa Branca.

Moderna

A expectativa era de que nesta sexta, outra vacina, desenvolvida pela farmacêutica Moderna, fosse aprovada pela agência sanitária do país (FDA, da sigla em inglês). Trump se antecipou e disse em uma rede social, antes mesmo da FDA confirmar, que a vacina foi aprovada e que será distribuída imediatamente.

Ex-presidentes

No início do mês os ex-presidentes norte-americanos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton se ofereceram para tomar a vacina contra a Covid-19 em público, após ela ser aprovada pela FDA (Administração de Alimentos e Drogas), para incentivar a população a se imunizar.

De acordo com a emissora “CNN”, a iniciativa foi tomada por Bush que, através de seu chefe de Gabinete, Freddy Ford, procurou o infectologista Anthony Fauci, chefe do NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas) e membro da força-tarefa do governo de Donald Trump contra o coronavírus, para sugerir a ação.

“Há algumas semanas, o presidente Bush me pediu para avisar ao Dr. Fauci que, quando chegar a hora certa, ele fará o que puder para ajudar a incentivar os cidadãos a se vacinarem. Primeiro, as vacinas precisam ser consideradas seguras e administradas às faixas prioritárias. Depois, o presidente Bush entrará na fila para receber a vacina e ficará feliz em fazer isso em frente às câmeras”, disse Ford à emissora na ocasião.

Depois dessa divulgação a emissora entrou em contato com as equipes de outros dois ex-presidentes, que também se dispuseram a participar de uma campanha de conscientização.

“O presidente Clinton certamente tomará a vacina assim que estiver disponível para ele e com base nas prioridades determinadas pelas autoridades. E ele fará isso em ambiente público, se isso ajudar a fazer com que os norte-americanos façam o mesmo”, disse Angel Urena, assessor de imprensa do ex-mandatário.

Já Obama tinha dito em entrevista recente que ia “acabar exibindo na TV ou filmando” quando fosse tomar o imunizante para “que as pessoas saibam que eu confio na ciência”. “Eu confio em pessoas como o Dr. Fauci, com quem trabalhei, e se Fauci me disser que a vacina é segura, eu com certeza vou tomá-la”, disse Obama.

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