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Mundo Nova York, que já foi o epicentro da pandemia nos Estados Unidos, tem primeiro dia sem mortes

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Cidade também registra queda de 95% no número de novos casos.

Foto: Walter Wlodarczyk/NYC & Company
Conhecida como paralisia infantil, ela foi diagnosticada recentemente em jovem que perdeu os movimentos. (Foto: Walter Wlodarczyk/NYC & Company)

As imagens de Nova York voltaram a estampar as notícias sobre a pandemia nos EUA. Agora, em vez de fotos de caminhões frigoríficos usados para armazenar corpos de vítimas da covid-19, as informações sobre a cidade são ilustradas por cenas de estádios e parques lotados.

Nova York virou uma vitrine do sucesso da vacinação nos EUA ao comemorar queda de 95% no número de casos por covid-19 e 24 horas sem nenhuma morte causada pelo coronavírus. A marca não era vista desde meados de março de 2020, quando o vírus começou a se espalhar no país. “É impressionante ver o progresso realizado”, celebrou publicamente o prefeito, Bill de Blasio, que tem lançado campanhas de incentivo à vacinação, como a de ganhar duas semanas de graça no serviço de bicicletas de aluguel.

Os dados de Nova York estão em linha com o panorama nacional de redução dos doentes diante do aumento de vacinados. A média móvel de casos de covid-19 nos EUA cai vertiginosamente desde meados de abril, fruto da campanha de vacinação. Até agora, 63% dos adultos americanos receberam pelo menos uma dose das três vacinas disponíveis para aplicação. Em 12 dos 50 Estados, o número chega a 70%.

Nesta semana, os EUA registraram em média de 14,3 mil casos diários de covid-19, segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O número é o mais baixo desde 24 de março de 2020, dia em que a Organização Mundial da Saúde alertou que o país seria o novo epicentro do coronavírus. Na época, a curva de casos – e mortes – de covid-19 só crescia. Os EUA já registraram, em um único dia, 306 mil novos casos de covid-19.

As mortes também despencaram no país. Em janeiro, a cada 100 mil habitantes, 7,5 morriam de covid na média móvel semanal. As vacinas começaram a ser aplicadas em meados de dezembro, mas restritas a profissionais de saúde em um primeiro momento. Mas desde a metade de abril qualquer pessoa que queira pode ser vacinada nos EUA. Como consequência, o número de mortes por 100 mil habitantes passou para 0,68.

Com 331 milhões de habitantes, os EUA tiveram cerca de 400 mortes por dia na última semana em razão do vírus. No pico da primeira onda, em abril de 2020, o número de óbitos diário chegou 2,7 mil. No início de janeiro, bateu 4,1 mil.

Em abril, só a cidade de Nova York chegou a registrar mais de 1 mil mortos por dia. A cidade tem a maior densidade populacional dos EUA, um desafio para as políticas de distanciamento social, e virou o epicentro da pandemia no país. As ruas agitadas de Manhattan deram lugar ao silêncio e ao vazio.

Agora, restaurantes, bares, eventos esportivos, shows, teatros passaram a operar em capacidade máxima. Com mais de 57% dos adultos “totalmente vacinados” – que significa ter recebido as duas doses necessárias para imunização no caso das vacinas da Pfizer e da Moderna – a cidade continua a ver queda nos casos, mesmo com relaxamento de medidas de prevenção.

“Nosso programa de vacinação bem-sucedido não está apenas salvando dezenas de milhares de vidas. Está também permitindo que dezenas de milhões de americanos voltem a viver suas vidas”, disse Jeff Zients, coordenador da resposta da Casa Branca à pandemia.

O presidente dos EUA, Joe Biden, colocou o dia 4 de julho como meta para a volta à normalidade no país. O democrata quer que a celebração do Dia da Independência torne-se o marco da virada de página na pandemia. Para isso, a Casa Branca pretende vacinar 70% dos adultos com pelo menos uma dose de vacina. O número ainda não coloca os EUA em patamar considerado confortável para falar em imunidade coletiva – o que exigiria ao menos 70% de imunizados na população total, que inclui as crianças e adolescentes.

Portugal e Reino Unido 

Na Europa, Portugal e Reino Unido tiveram um dia nesta semana sem nenhum morto pela primeira vez em meses. Israel teve apenas uma morte por dia na última semana. Todos os países estão com a vacinação avançada e já estão voltando à normalidade.

Os serviços de saúde do Reino Unido não registraram nenhuma morte por coronavírus na terça-feira – a primeira vez desde 30 de julho de 2020 que há um período de 24 horas sem mortes. Mas o país se preocupa com o aumento de infecções pela variante inicialmente detectada na Índia, pois os novos casos duplicaram na última semana, apesar do avanço da vacinação.

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Salus Miranda
6 de junho de 2021 16:51

Por ser os EUA muito adiantado, não quer dizer que o Brasil é administrado por merdas, estas já estão fora desde 2018.

Marcos Alves
6 de junho de 2021 11:43

Verdade amigo leitor. Infelizmente, nessas últimas décadas creio q estamos merecendo essas merdas q tem administrado o país.

Nicolas Marconi
5 de junho de 2021 22:56

Primeiro mundo..
Isso não é novidade que os caras iriam conseguir isso.
O povo tem o governo que merece!

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