Quarta-feira, 29 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2021
Exame será nos dias 21 e 28 de novembro
Foto: EBCO Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) informou, na noite de sexta-feira (23), que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2021 teve 3.109.762 pessoas com a inscrição confirmada, menor número desde 2005.
Mesmo antes da confirmação das inscrições, o exame deste ano já tinha a menor quantidade de inscritos desde 2007. O total de inscrições confirmadas equivale a 77,5% dos 4 milhões de alunos que haviam se inscrito no exame. Para confirmar a inscrição, era necessário pagar a taxa, de R$ 85, até segunda-feira (19). Sem essa validação, a inscrição não era concluída.
Enem digital
Neste ano, 101.100 vagas foram ofertadas para o Enem digital. Apenas 68.891 candidatos, entretanto, pagaram a taxa de inscrição e confirmaram a inscrição – o equivalente a 68% dos inscritos inicialmente.
Neste ano, diferentemente de 2020, as versões impressa e digital serão aplicadas nas mesmas datas (21 e 28 de novembro) e terão perguntas iguais. O Enem digital será exclusivo para quem já concluiu o ensino médio ou está concluindo essa etapa em 2021.
Para Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo da organização Todos Pela Educação, o baixo número de inscritos tem diversos motivos. Um deles é o fechamento das escolas durante a pandemia.
“Acho que é reflexo fundamentalmente de duas questões: a primeira é a perda do vínculo com a educação e com os próprios estudos em função de um ensino remoto de baixíssima efetividade e com alcance limitado”, apontou Nogueira Filho.
“E o segundo [motivo] é que é reflexo da necessidade de busca de renda por parte de muitos desses jovens”, completa.
Outro ponto que contribuiu para queda, diz o especialista, foram as regras para obter isenção da taxa de inscrição – que previam que, se um aluno que pede a isenção da taxa não comparece ao exame, ele não tem direito a recebê-la no ano seguinte.
Por causa da pandemia, entretanto, mais da metade dos participantes não compareceu às provas de 2020. Para conceder novamente o benefício da isenção aos alunos que faltaram no ano passado, o MEC (Ministério da Educação) aceitava motivos como morte na família ou problemas de saúde – mas não o medo de contágio pela Covid-19.
Ou seja: quem deixou de fazer a prova porque não queria se expor a aglomerações perdeu o direito à isenção nesta edição.
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E queriam o que, a partir da forma como as secretarias estaduais trataram os alunos públicos nestes dois últimos anos. Sem aula presencial e sem estrutura para aulas AD, para a maioria que não se sentiu segura para o exame.
Responsabilidade claro , tudo tem custo , nada é de graça , não aproveitou , na proxima paga , estava tudo a bangu .
E desse número reduzido de inscritos metade não realizará as provas. O fechamento das escolas, somente com aulas online, é fator sim para desistência, porém, muitos brasileiros estão se dando conta que nas circunstâncias e situação atual a obtenção de um diploma de curso superior não é condição indispensável em termos de profissão e modo de vida.