Terça-feira, 09 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Ministro chama saque-aniversário do FGTS de “sacanagem”

Compartilhe esta notícia:

Segundo técnicos que acompanham a discussão na equipe econômica, há questões ainda a serem resolvidas.

Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil
Segundo técnicos que acompanham a discussão na equipe econômica, há questões ainda a serem resolvidas. (Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

Promessa feita pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, assim que assumiu o cargo, o fim do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está na fase final de avaliação no governo e deve ter uma proposta de encerramento enviada ao Congresso em agosto, após o recesso parlamentar.

Marinho afirma que o projeto já tramitou tecnicamente, mas ainda está em fase final de conclusão. “Deve ser em agosto, é o momento em que deve ficar pronto”, disse.

O saque-aniversário foi criado por lei em 2019, no governo de Jair Bolsonaro, e permite que o trabalhador opte por desembolsos anuais, sempre no mês de seu aniversário. Em compensação, quando é demitido, o trabalhador não tem direito a acessar o saldo integral do fundo e apenas recebe a multa rescisória.

No início deste ano, segundo dados do FGTS, 28,6 milhões de trabalhadores já haviam aderido à modalidade, e as retiradas somaram R$ 33 bilhões. Quem opta pela modalidade pode ainda contratar crédito no mercado tendo como garantia a antecipação dos saques. Foram R$ 20 bilhões antecipados em forma de crédito.

Marinho afirma ser crítico da modalidade por ela não permitir o acesso aos recursos remanescentes no fundo em caso de desemprego.

“É uma sacanagem. O cara é demitido e não pode sacar o saldo do FGTS. Vamos mandar um projeto de lei corrigindo essa distorção. O fundo é de quem? Não é do trabalhador? Deve ser usado como socorro em caso de desemprego. Foi uma criação equivocada do governo Bolsonaro”, afirmou.

Segundo técnicos que acompanham a discussão na equipe econômica, há questões ainda a serem resolvidas. A preocupação é preservar os recursos depositados no FGTS, hoje usados no financiamento de projetos de infraestrutura, como habitação e saneamento. A mudança poderia levar a uma redução nesses recursos, por isso a discussão interna.

No conselho do FGTS, comitê que faz a gestão do fundo, o diagnóstico é o de que há muitas reclamações dos trabalhadores em relação a esta modalidade que, ao mesmo tempo, permitiu uma “fuga” expressiva de recursos nos últimos anos.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

2 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
César Alexandre Jardim Marques
29 de julho de 2023 19:58

Este valor pertence ao trabalhador. Existem estudos de que, se este valor fosse usado pelo trabalhador, para pagamento da casa própria. Na aposentadoria seria uma dívida a menos. Mas o Governo atual é contra a Educação Financeira. Então que não retorne o desconto sindical.

Fernando Krause
29 de julho de 2023 20:21

A verdadeira “sacanagem” é o que fez a maior e jamais vista QUADRILHA disfarçada de partido político “socialista”: ROUBAR OS COFRES PÚBLICOS!

Guarda Municipal de Porto Alegre prende dupla que havia roubado um carro no bairro Cidade Baixa
Boca Juniors contrata o atacante Cavani
Pode te interessar
2
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x