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Mundo Dois cientistas norte-americanos e um japonês ganham o Nobel de Medicina por descobertas sobre a tolerância imune periférica

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A pesquisa dos laureados revelou como o sistema imunológico é mantido sob controle e por que ele não destrói o próprio organismo

Foto: Divulgação
A pesquisa dos laureados revelou como o sistema imunológico é mantido sob controle e por que ele não destrói o próprio organismo. (Foto: Divulgação)

Os cientistas norte-americanos Mary E. Brunkow e Fred Ramsdell e o japonês Shimon Sakaguchi são os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina deste ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6), na Suécia.

Eles foram os escolhidos em razão das descobertas sobre a tolerância imune periférica, um mecanismo essencial que impede o sistema imunológico de atacar os próprios tecidos do corpo. O trio dividirá um prêmio de 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões).

A pesquisa dos laureados revelou como o sistema imunológico é mantido sob controle e por que ele não destrói o próprio organismo. As descobertas identificaram as chamadas células T reguladoras, que funcionam como “guardiãs” do sistema imune, impedindo que linfócitos ataquem órgãos e tecidos saudáveis.

“Essas descobertas foram decisivas para compreendermos como o sistema imunológico funciona e por que nem todos desenvolvemos doenças autoimunes graves”, afirmou o presidente do Comitê Nobel de Medicina, Olle Kämpe.

O trabalho de Sakaguchi mostrou que a tolerância imunológica não ocorre apenas pela eliminação de células potencialmente perigosas no timo (processo conhecido como tolerância central), como se acreditava até então. Ele identificou um novo tipo de células imunes – as T reguladoras – capazes de proteger o corpo de doenças autoimunes.

Mary e Ramsdell descobriram que uma mutação no gene FOXP3 estava por trás de uma síndrome autoimune grave, o IPEX, e mostraram que o gene é essencial para o desenvolvimento dessas mesmas células T reguladoras. Dois anos depois, Sakaguchi conseguiu demonstrar que o FOXP3 controla justamente as células que havia descrito.

Essas descobertas abriram um novo campo de pesquisa – o da tolerância periférica – e impulsionaram o desenvolvimento de tratamentos para câncer, doenças autoimunes e até transplantes, alguns já em fase de testes clínicos.

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Artur Artur
6 de outubro de 2025 14:03

NUNCA um brasileiro ganhou um Premio Nobel ?!

Artur Artur
6 de outubro de 2025 14:09

Nas ultimas decadas a quadrilha do PT, empobreceu as Empresas…eliminou o investimento em pesquisa e desenvolvimento…
Já nas escolas ,destruiu o Ensino, criando um exercito de Idiotas Uteis…autenticos Analfabetos Funcionais, sem serventia…

O resultado é catastrofico….!!

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