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Saúde Canetas emagrecedoras podem elevar risco de perda de visão

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A Sorigs alertou que o uso dessas medicações deve sempre ser feito com prescrição e monitoramento médico

Foto: Divulgação
A Sorigs alertou que o uso dessas medicações deve sempre ser feito com prescrição e monitoramento médico. (Foto: Divulgação)

O uso de medicamentos à base de semaglutida, como Wegovy e Ozempic, voltou ao centro do debate científico após um novo estudo internacional apontar uma possível associação com o aumento do risco de perda de visão, em alguns casos, até sete vezes maior.

A pesquisa mais recente, publicada neste ano na revista científica JAMA Ophthalmology, analisou registros de eventos adversos e identificou que pacientes em uso dessas medicações podem apresentar maior incidência de uma condição rara chamada neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica. Trata-se de um problema causado pela redução do fluxo sanguíneo no nervo óptico, que pode levar à perda súbita e, muitas vezes, permanente da visão.

Segundo os dados, usuários de Wegovy, com utilização indicada principalmente para emagrecimento, apresentaram risco significativamente maior em comparação com pacientes que utilizam Ozempic, voltado ao tratamento do diabetes tipo 2. Em alguns recortes, o risco chegou a ser várias vezes superior entre os grupos analisados.

Além disso, estudos anteriores já haviam sugerido que medicamentos da mesma classe podem elevar entre quatro e sete vezes a probabilidade de desenvolvimento dessa condição ocular quando comparados a outras terapias.

Diante das evidências, agências reguladoras passaram a monitorar o tema com mais atenção. No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu alerta e determinou a inclusão do risco de neuropatia óptica nas bulas de medicamentos com semaglutida.

Embora o evento seja considerado muito raro, ele é clinicamente relevante pela gravidade. Estimativas indicam que a condição pode afetar uma pequena parcela dos usuários ao longo do tratamento. Médicos oftalmologistas destacam que qualquer sinal de alteração visual súbita, como visão turva ou perda parcial do campo visual, deve ser tratado como urgência.

Nesse contexto, a Sorigs (Sociedade de Oftalmologia do Rio Grande do Sul) reforçou a necessidade de acompanhamento adequado. “O uso dessas medicações deve sempre ser feito com prescrição e monitoramento médico, especialmente em pacientes com fatores de risco. A avaliação oftalmológica periódica é fundamental para identificar precocemente qualquer alteração e garantir mais segurança ao tratamento”, destacou o presidente da entidade, Guilherme Dihl.

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