Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2026
Elon Musk é uma daquelas figuras que costumam ser amadas por uns e vistas com uma grande dose de receio por muitos outros – e isso vale também na China. A recente visita do bilionário ao país asiático – como integrante da comitiva de empresários do setor de tecnologia que acompanharam o presidente americano, Donald Trump – expôs esses dois lados em relação a Musk: fanatismo e receio.
Por mais que Musk seja uma figura de grande influência entre os chineses, há controvérsias, especialmente relacionadas à Starlink. Na dinâmica do comércio global, Musk movimenta muito dinheiro na China. O empresário está no centro de inovações relacionadas a inteligência artificial, carros elétricos, robôs humanoides e outras tecnologias de ponta. Os chineses também buscam esses objetivos em comum.
Aliás, os automóveis da Tesla são um verdadeiro sucesso no país asiático e estima-se que a fabricante venda mais de 600 mil unidades por ano para chineses. Fabricantes de veículos como a Chery já admitiram que se inspiram fortemente em empresas como a Tesla e Toyota na criação dos seus carros.
O bilionário possui milhões de admiradores na China, seja de cidadãos normais, até grandes figurões de empresas, que veem Musk como um “modelo” do que pode dar certo na China. Até mesmo o presidente da Xiaomi, Lei Jun, pediu para tirar uma foto com Elon Musk.
A parte complexa da visita do empresário tem relação com o serviço de internet da Starlink. Membros do Exército de Libertação Popular acreditam que essa tecnologia pode ser usada contra a China em uma eventual investida em Taiwan. A internet é muito utilizada na guerra da Rússia com a Ucrânia, como parte de uma ajuda dos americanos aos ucranianos.
Elon Musk almeja comprar quase US$ 3 bilhões em equipamentos solares da China e obter aprovação para usar tecnologias de condução autônoma no país. Ainda não sabemos se os chineses vão permitir isso tudo ou retaliar os EUA de alguma forma.
No passado, os Estados Unidos colocaram sérias restrições à operação da chinesa ByteDance (que era dona do TikTok no país). Mas, vendo pelo lado financeiro, é uma proposta de negócio que faria muitas empresas da China ganhar bastante dinheiro.
Em meio à visita da comitiva de Donald Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, mandou um recado direto aos CEOs americanos: a China vai se abrir ainda mais para o capital estrangeiro. Além de Elon Musk, estavam presentes nomes de peso como Tim Cook, CEO da Apple, e Jensen Huang, CEO da Nvidia. O encontro serviu para tentar baixar a poeira da guerra tecnológica e garantir que as gigantes do Vale do Silício continuem investindo pesadamente no país.
Xi Jinping reforçou que o desenvolvimento chinês é uma oportunidade e não uma ameaça, prometendo reformas que facilitem a vida das empresas de fora. É a diplomacia do lucro entrando em cena para mostrar que, apesar das farpas políticas, ninguém quer largar a mão de um mercado de trilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!