Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de maio de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O ministro da Agricultura e do Abastecimento, Blairo Maggi, confirmou ontem sua primeira visita ao Rio Grande do Sul. Ao receber o deputado federal José Otávio Germano, que lhe entregou o convite para a abertura a 19a- Feira Nacional do Arroz, em Cachoeira do Sul, o ministro confirmou que vem ao Estado para o evento. Será na próxima quinta-feira, dia 26. Durante o encontro, uma série de pautas da agricultura gaúcha foram examinadas com o ministro, que segundo revelou, está avaliando a atuação da pasta em diversos setores, até impor seu ritmo de trabalho.
A posição do governador
Ao posicionar-se claramente, anunciando que vai vetar o projeto que reajusta em 8,13%, a contar de julho de 2015, os vencimentos dos servidores dos poderes Judiciário e Legislativo, do Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Publica, o governador José Ivo Sartori pode até desgostar funcionários públicos desta área, mas mantém sua coerência. Sendo obrigado a parcelar apenas os salários dos servidores do Executivo, que na média recebem os piores salários, para repassar integralmente os valores constitucionais dos demais poderes, Sartori não teria o que dizer à sociedade gaúcha se desse sua chancela aos novos aumentos. Agora, a decisão será da Assembleia Legislativa que precisará derrubar o veto – são necessários 28 votos – e promulgar os projetos.
Fora de sintonia?
O voto do líder do governo Alexandre Postal, do PMDB, sinalizou que ocorreu uma falta de sintonia entre o deputado e o que pensa o governador sobre os reajustes.
O que é golpe? O STF quer saber
Andou bem o STF (Supremo Tribunal Federal), ao proferir decisão liminar da ministra Rosa Weber de determinação para que a presidente afastada Dilma Roussef seja notificada para responder a ação da Procuradoria Parlamentar da Câmara. O objetivo da notificação do STF é permitir que a presidente afastada esclareça o uso do termo “golpe”’ nos discursos públicos. Após a notificação, a presidente afastada terá dez dias para responder ao Supremo.
Deputado Elvino Bohn Gass critica mudanças no ministério
O deputado federal gaúcho Elvino Bohn Gass (PT) criticou ontem as mudanças na estrutura dos ministérios, em especial com a alteração no Ministério da Reforma Agrária que, segundo ele, atende aos agricultores familiares.
Vamos relembrar o caso Pronaf?
Os fatos contrariam o discurso do deputado Bohn Gass: demonstram que o Ministério não foi capaz de dar assistência e orientação aos pequenos produtores. Isto ficou claro no episódio do golpe aplicado a quase 6 mil agricultores associados à Aspac (Associação Santa-cruzense dos Agricultores e Camponeses), entidade ligada ao trabalho do deputado Bohn Gass, que tiveram seus cadastros devassados e em seu nome foram realizados empréstimos utilizando recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) não autorizados, com os recursos desviados para contas de políticos e dirigentes sindicais.
Vários agricultores, ao tomarem conhecimento da dívida, envergonhados por não poderem quitá-la, que não autorizaram, cometeram o suicídio. A Polícia Federal indiciou 14 pessoas ao investigar o golpe. Alguns políticos cujos nomes surgiram na apuração preliminar desses crimes, que não foram investigados, detém foro especial junto ao STF.
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