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Brasil Lula é chamado de “lixo” em áudio do voo que o levou para a prisão

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Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. (Foto: Reprodução)

A comunicação do voo que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Congonhas, em São Paulo, para o aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), no sábado (07), foi interrompida por vozes não identificadas que pediam ao piloto do avião: “leva e não traz nunca mais”; “manda esse lixo janela abaixo”. Os comentários que xingavam o petista vazaram e circularam no domingo (08) nas redes sociais e via WhatsApp.

A FAB (Força Aérea Brasileira) confirmou que os áudios são verdadeiros e foram captados entre a Torre Congonhas, na capital paulista, e a Torre Bacacheri, na capital do Paraná. No entanto, a instituição informou que as vozes não são de controladores de voo.

A FAB ressaltou que a frequência utilizada para essas comunicações é aberta. Segundo a Força Aérea, as regras de tráfego orientam os usuários a se identificarem, o que não ocorreu nesse caso. “Lamentavelmente, na gravação em questão, a frequência foi utilizada de modo inadequado por alguns usuários que se valeram do anonimato para contrariar essas regras”, comunicou a nota. Lula foi levado em um monomotor Cessna Caravan para o Paraná, onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.

A FAB informou que a comunicação ocorreu “instantes antes da decolagem da aeronave PR-AAC do aeroporto de Congonhas na noite de sábado” e sustenta que a frase não partiu de um controlador de voo. “Podemos assegurar que a observação ao final do áudio em questão não foi feita pelo controlador de tráfego aéreo”, informou, em nota.

A segunda conversa ocorreu no momento em que o avião pousava em Curitiba. Na gravação, uma pessoa pede para se falar apenas o necessário na comunicação. Segundo a FAB, o segundo áudio foi gravado na frequência da Torre Bacacheri.

“Quem estiver conectado pode ouvir e falar, seguindo as regras de tráfego aéreo, devendo utilizar a fraseologia padrão e se identificar”, completou a FAB.

Porta-voz

Algumas horas antes de furar o bloqueio imposto por militantes ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e se entregar à PF, o ex-presidente Lula se reuniu com vice-presidentes e demais dirigentes do PT, parlamentares e líderes de movimentos sociais para dar uma de suas últimas orientações políticas antes de ir para a prisão: enquanto estiver na cadeia, em Curitiba, quem fala por ele sobre assuntos do partido é a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional da legenda.

À primeira vista, a ordem, anunciada em uma sala reservada, pareceu redundante, já que Gleisi foi eleita com maioria absoluta no 6º Congresso Nacional do PT, em junho do ano passado, em Brasília. Lula, líder de fato da legenda, no entanto, teme que, na sua ausência, as correntes e grupos internos que disputam espaço no partido deflagrem uma guerra pelo poder.

 

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