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Brasil Contra a onda antipetista, Fernando Haddad escondeu Dilma e a estrela do PT durante a campanha

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Inicialmente, Haddad tiraria férias no começo deste ano, até o dia 21 de janeiro. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Determinado a chegar ao segundo turno explorando o discurso de que é o “homem do Lula”, o ex-ministro Fernando Haddad concluiu sua campanha na TV ignorando dois ícones do petismo. Repetindo a cada programa o nome de seu padrinho, Haddad deixou de fora da sua propaganda a figura da ex-presidente Dilma Rousseff, que deixou o governo rejeitada pela maioria da população, e a simbólica estrela do PT, marca da crescente onda antipetista nesta campanha. As informações são do jornal O Globo.

Primeira mulher

Primeira mulher a presidir o País, Dilma é candidata ao Senado por Minas Gerais, e lidera a disputa – com 27% das intenções de voto no último Datafolha – fazendo uma campanha pautada no impeachment que sofreu em 2016. Em todos os discursos, ela se diz vítima de um “golpe”, defende a liberdade de Lula e pede votos para o governador Fernando Pimentel (PT), que tem 21% das intenções de voto, lembrando que seu adversário, o senador Antonio Anastasia (PSDB), que lidera a disputa com 32%, foi o relator do impeachment.

Citações periféricas

Na campanha presidencial do PT, Dilma foi reduzida pelo marketing petista a citações periféricas de Haddad ao criticar seus adversários por supostamente “darem um golpe” para tirar o PT do Palácio do Planalto. A avaliação de integrantes da campanha de Haddad é de que o discurso de Dilma como “vítima de um golpe” pegou no Nordeste, mas divide opiniões em outras regiões.

Legado social

Um dirigente petista diz que Dilma não agrega votos a Haddad, como Lula. Por causa disso, a narrativa petista concentrou-se no legado social dos dois primeiros mandatos do ex-presidente. O primeiro governo de Dilma é lembrado apenas na conta matemática feita por Haddad ao destacar avanços do petismo “em 12 anos de governo”.

Imagem

Para os integrantes da campanha petista, a imagem da ex-presidente segue vinculada à crise econômica do país e à desaprovação de seu ex-vice, o presidente Michel Temer. Em março de 2016, meses antes de ser afastada da Presidência, Dilma comandava um governo com 10% de popularidade. De acordo com pesquisa Ibope divulgada naquele período, a desaprovação de Dilma era de 69%.

Munição de adversários

Além de não agregar votos ao petista, Dilma tornou-se munição nas mãos dos adversários, que tentam tirar votos de Haddad destacando a má avaliação do governo da petista. Primeiro colocado nas pesquisas, o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, costuma repetir o bordão de que “a Dilma quebrou o país”.

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