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Brasil Ex-presidente da Vale será denunciado por homicídio doloso no processo sobre a tragédia de Brumadinho

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Rompimento de barragem, há um ano, matou 270 pessoas. (Foto: Agência Brasil)

O MP-MG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou a companhia Vale, seu ex-presidente Fabio Schvartsman e outras 15 pessoas por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e crime ambiental, no âmbito do processo sobre a tragédia de Brumadinho (MG). A lista inclui, ainda, profissionais ligados à empresa TÜV SÜD.

A barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão se rompeu quase um ano atrás (25 de janeiro de 2019), deixando 270 mortos. Desses, 259 foram identificados pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os bombeiros ainda procuram 11 desaparecidos, na maior operação de buscas do País.

A defesa de Schvartsman declarou à imprensa que a denúncia por “homicídio doloso é açodado e injusto”. “Se houve negligência de alguém, os responsáveis devem responder por seus atos. Mas é injusta e lamentável a tentativa de punir quem, desde a primeira hora, cumpriu com seu dever e esteve ao lado das autoridades para investigar”, diz a nota.

Também por meio de comunicado oficial, a TÜV SÜD disse que está oferecendo “cooperação às autoridades e instituições no Brasil e na Alemanha no contexto das investigações em andamento”.

A Vale afirmou que “expressa sua perplexidade ante as acusações de dolo” e que “é importante lembrar que outros órgãos também investigam o caso, sendo prematuro apontar assunção de risco consciente para provocar uma deliberada ruptura da barragem” (Leia a nota na íntegra no final desta reportagem).

Já a defesa de Felipe Figueiredo Rocha informou que não há nada a declarar. Os advogados de Alexandre Campanha, Marilene Lopes e Washington Pirete tomou conhecimento da denúncia através da imprensa. “Os três denunciados continuam convictos de que suas atividades sempre visaram contribuir para a redução de riscos”.

Os advogados de Joaquim Pedro de Toledo, Cristina Heloiza da Silva Malheiros e Renzo Albieri de Guimarães de Carvalho disse que a denúncia é “precipitada, foi oferecida por autoridade incompetente e são manifestos seus equívocos jurídicos”.

Por sua vez, a defesa de César Augusto Paulino Grandchamp informou que só vai se posicionar depois que conhecer a denúncia. E os defensores de Lúcio Cavalli e Silmar Silva disseram que ambos “demonstram grande surpresa em função da imputação feita, ainda mais com a impensável atribuição de conduta dolosa”.

Denunciados da Vale

– Fabio Schvartsman (diretor-presidente);

– Silmar Magalhães Silva (diretor do Corredor Sudeste);

– Lúcio Flavo Gallon Cavalli (diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão);

– Joaquim Pedro de Toledo (gerente-executivo de Planejamento, Programação e Gestão do Corredor Sudeste);

– Alexandre de Paula Campanha (gerente-executivo de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina);

– Renzo Albieri Guimarães de Carvalho (gerente operacional de Geotecnia do Corredor Sudeste);

– Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo (gerente de Gestão de Estruturas Geotécnicas);

– César Augusto Paulino Grandchamp (especialista técnico em Geotecnia do Corredor Sudeste);

– Cristina Heloíza da Silva Malheiros (engenheira sênior junto à Gerência de Geotecnia Operacional);

– Washington Pirete da Silva (engenheiro especialista da Gerência Executiva de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina);

– Felipe Figueiredo Rocha (engenheiro civil, atuava na Gerência de Gestão de Estruturas Geotécnicas).

Denunciados da Tüv Süd

– Chris-Peter Meier (gerente-geral da empresa);

– Arsênio Negro Júnior (consultor técnico);

– André Jum Yassuda (consultor técnico);

– Makoto Namba (coordenador);

– Marlísio Oliveira Cecílio Júnior (especialista técnico).

 

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