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Política Seis polêmicas que marcaram a gestão do ministro da Educação que deixou o cargo

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Weintraub manteve-se particularmente incendiário no Twitter. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um dos ministros mais beligerantes do governo de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub deixou o Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (18), cerca de um ano e dois meses após tomar posse em uma das pastas mais importantes da Esplanada de Ministérios.

Ao mesmo tempo em que a maioria de seus projetos no MEC pouco avançaram, Weintraub manteve-se particularmente incendiário no Twitter, onde costuma postar críticas à esquerda. É na rede social, por sinal, que se desenrolaram algumas das suas principais polêmicas em seu período no Ministério da Educação.

Relembre a seguir as que mais marcaram sua gestão:

Vagabundos do STF”

Na reunião de 22 de abril do gabinete ministerial de Bolsonaro, tornada pública em meio às investigações sobre se o presidente teria tentado interferir no trabalho da Polícia Federal, Weintraub aparece defendendo a prisão de ministros do STF.

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia. Começando no STF”, declarou.

Críticas à China

Em abril, já em meio à crise do coronavírus, o então ministro postou no Twitter um comentário que fazia alusão ao estereótipo de um suposto sotaque de asiáticos falando português e dizendo que a China estaria por trás de um “plano infalível” para dominar o mundo pós-pandemia. “Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, escreveu Weintraub, em post que depois foi apagado.

A postagem provocou reações de corpos diplomáticos chineses e um inquérito na Justiça por acusações de racismo.

Comparações com o nazismo

No final de maio, quando 29 empresários, políticos e blogueiros próximos ao governo Bolsonaro foram alvo de busca e apreensão pela PF no âmbito do inquérito que investiga fake news, Weintraub comparou o episódio à Noite dos Cristais nazista.

O episódio histórico, ocorrido em 1938, se refere à noite em que judeus na Alemanha e territórios anexados foram perseguidos, tiveram seus comércios depredados e muitos foram mandados a campos de concentração. Dezenas de sinagogas foram queimadas.

Enem

Alardeado por Weintraub como o “melhor Enem de todos os tempos”, o Exame Nacional do Ensino Médio de 2019 recebeu uma avalanche de contestações de estudantes depois que o ministro e Alexandre Lopes, presidente do Inep, afirmaram em 18 de janeiro que “um número pequeno de pessoas teve o gabarito trocado” na correção.

Mais tarde, o MEC afirmou ter encontrado erros nas notas de 5.974 estudantes, agregando que os resultados foram corrigidos. No entanto, milhares de estudantes questionaram suas próprias notas, e muitos entraram com ações individuais ou coletivas na Justiça.

Universidades federais

O início da gestão de Weintraub foi marcado principalmente pelo embate com as universidades federais. Em abril de 2019, o ministro afirmou que cortaria verbas de três universidades por promoverem “balbúrdia”.

Mais tarde, o contingenciamento de verbas atingiu todas as instituições federais e de bolsas para estudantes de pós-graduação.

“Paralisia” da pasta

Para além das declarações polêmicas de Weintraub, entidades de defesa da educação e parlamentares criticam o que chamam de paralisia e pouca expressividade na gestão do ministro na educação.

A Política Nacional de Alfabetização – uma das áreas apontadas como cruciais pelo próprio governo – é alvo de críticas por não trazer plano de ação ou metas. O que há de mais concreto é o Tempo de Aprender, programa de adesão voluntária que prevê ações de incentivo à alfabetização às redes estaduais e municipais participantes.

As escolas cívico-militares, outra bandeira do MEC que é vista com ceticismo por especialistas do setor, previa apenas 54 unidades em todo o País em balanço feito no início deste ano.

Tampouco foi apresentada pelo governo, até agora, proposta própria para o Fundeb, fundo bilionário que financia a educação básica pública e que, por lei, expira no final deste ano.

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