Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

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Esporte A Confederação Brasileira de Futebol prometeu liberar as imagens do VAR no segundo turno do Campeonato Brasileiro

A CBF apresentou um balanço da atuação do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Durante um balanço da utilização do VAR (árbitro em vídeo) nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro apresentado nesta segunda-feira (19), a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) prometeu liberar as imagens às quais o árbitro tem acesso a partir do segundo turno da competição.

“Os telespectadores terão acesso às imagens do VAR. Estamos estudando a possibilidade de mostrar também no estádio, pelo telão. O público terá total ciência do que o árbitro está checando no monitor. É um projeto novo”, disse o presidente da comissão de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba.

Atualmente, os vídeos analisados pela arbitragem nos lances ocorridos durante as partidas não são mostrados pela televisão e nem no estádio. A transmissão de TV espera a definição dos árbitros para poder repetir as imagens aos telespectadores.

Essa transmissão daquilo que o árbitro analisa começou a ocorrer nesta temporada Campeonato Inglês. Desta forma, enquanto ocorre a revisão do lance, a transmissão oficial já mostra as imagens em questão para quem está no estádio e também para quem assiste pela TV.

De acordo com os números mostrados pela CBF, dez erros capitais passaram despercebidos mesmo com o uso do vídeo nas 14 primeiras rodadas disputadas do campeonato, 78 a menos do que a confederação afirma ter ocorrido em 2018 na mesma etapa da competição.

“É uma melhora de 90%. Eu enxergo o copo meio cheio. O auxílio do VAR é indispensável hoje em dia. Os acertos da arbitragem brasileira crescem, a reclamação dos clubes diminuiu muito”, afirmou Gaciba.

Ainda segundo a CBF,  o VAR foi utilizado em 851 lances, uma média de 6,12 consultas à tecnologia por partida. Foram 764 checagens em 139 jogos (média de 5,5 por partida), além de 87 revisões. ​As mudanças de decisões pelo uso do árbitro em vídeo, no total, chegaram a 69.

“A maioria das decisões tomadas em campo são aceitas pelo árbitro de vídeo. Foi necessária uma revisão em 10%”, disse Gaciba.

Segregando pelos tipos de lance, houve 15 impedimentos corrigido para gol, oito gols validados após terem sido anulados por impedimento, 20 pênaltis marcados depois de revisão e sete penalidades desmarcadas após consulta ao VAR.

Também houve três gols anulados por uso da mão pelo atacante, cinco cartões vermelhos aplicados e dois retirados após a revisão, três erros de identificação corrigidos, dois adiantamentos do goleiro em pênalti e quatro faltas em lance de ataque.

A CBF também apontou que o VAR diminuiu o tempo médio de bola rolando em 40 segundos em comparação com a temporada passada.

O tempo de revisões, de acordo com a comissão de arbitragem, ficou com 1min54seg de média e precisa ser reduzido. Na Copa do Mundo de 2018, a média foi de 1min21seg por jogo.

A ferramenta do VAR custa cerca de R$ 50 mil por partida.

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