Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Flavio Pereira A economia não vai bem? O Congresso dá uma mãozinha e piora um pouco mais

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Em sessão conjunta, Congresso derrubou veto do presidente da República ao aumento nos benefícios do BPC sem previsão orçamentária. (Foto: Divulgação)

Deputados e Senadores deram mais uma “mãozinha” para afundar mais um pouco a economia do país, e derrubaram nesta quarta-feira o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei que facilita demagogicamente, sem indicar a fonte dos recursos dentro do orçamento, a concessão do Benefício de Prestação Continuada, assistência no valor de um salário mínimo, dada a pessoas com deficiência, idosos e pessoas que apresentam impedimentos de longo prazo. É bem verdade também que o governo não se esforçou para negociar com o Congresso a manutenção do veto.

Despesa extra superior a R$ 20 bi por ano, R$ 120 bi em quatro anos

Um levantamento preliminar da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, mostra que o impacto nas contas públicas é de cerca de R$ 20 bilhões já neste ano e vai chegar a R$ 23,3 bilhões em 2029. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) participar da sessão,para não vincular sua imagem ao resultado final da votação.

Renda mínima passa para meio salário

Hoje, para receber o benefício,é necessário que a pessoa tenha uma renda familiar mensal de até ¼ de salário mínimo por pessoa. Com o projeto, protocolado em 1997 pelo então senador Cacildo Maldaner, e aprovado no fim do ano passado, o valor limite passa para a metade do salário mínimo. Com isso, vai aumentar o número de brasileiros aptos a receber os benefícios.

Bancada gaúcha e Municípios

Coordenador da bancada gaúcha em Brasília, o deputado federal Giovani Cherini (PL) conversou ontem com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Glademir Aroldi. Propôs que a direção da CNM e a bancada gaúcha promovam reuniões mensais para articular a defesa no Congresso na Assembleia Legislativa, de projetos de interesses dos municípios.

Pedido de socorro em Brasília

Chega a 30% do volume de perdas das lavouras de soja, com tendência de aumento dos prejuízos no Rio Grande do Sul. Este levantamento foi entregue ontem em Brasília pelo governador Eduardo Leite,à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina. Estavam presentes o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, e representantes da bancada gaúcha. A queda da arrecadação do estado será uma das consequências desta estiagem.

 

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